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Bancos americanos querem travar pagamento de juros sobre stablecoins
Instituições financeiras receiam que plataformas online que funcionem como intermediários possam dar incentivos indiretos que quem detenha criptoativos.
25 Ago 2025 - 16:08
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Foto: Adobe stock/beto_chagas
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Foto: Adobe stock/beto_chagas
Os bancos estão a pressionar por uma alteração da regulamentação das stablecoins nos Estados Unidos, noticiou nesta segunda-feira o Financial Times. O receio de uma corrida de transferências de ativos no valor de milhares de milhões de dólares está a alarmar as instituições financeiras, que recorreram aos seus representantes — como a American Bankers Association, o Bank Policy Institute e a Consumer Bankers Association — para alertarem os legisladores para uma aparente “brecha” na regulamentação que poderá permitir a algumas plataformas online de intermediação de criptomoedas pagar, de forma indireta, juros aos detentores de stablecoins.
O jornal recorda que a Lei Genius, aprovada pelo Congresso em julho e que irá regular o mercado de stablecoins nos Estados Unidos, proíbe os emissores de pagarem qualquer tipo de “rendimento” ou juros aos clientes. Isto significa que, de acordo com as novas regras, os bancos poderão emitir as suas próprias stablecoins, mas estarão impedidos de pagar juros.
No entanto, as plataformas online de criptomoedas poderão oferecer, de forma indireta, juros ou recompensas aos detentores de stablecoins emitidas por terceiros, como a Circle ou a Tether. Os bancos temem que isso crie uma desigualdade que provoque uma fuga em massa de depósitos, caso os clientes optem por obter rendimentos através da manutenção de stablecoins em plataformas de intermediação, em vez de manterem o dinheiro nos bancos.
Um relatório do Tesouro dos EUA, datado de abril, estimou que as stablecoins poderão retirar aos bancos depósitos no valor de cerca de 6,6 mil milhões de dólares, dependendo da capacidade das plataformas oferecerem rendimentos a quem detenha criptoativos.
Os bancos alertaram para um “maior risco de fuga de depósitos, especialmente em tempos de crise, o que prejudicará a criação de crédito em toda a economia”. Isso, por sua vez, poderá resultar em “taxas de juro mais altas, menos empréstimos e custos acrescidos para empresas e famílias”, acrescentaram.
Ronit Ghose, chefe do think tank Future of Finance do Citi, comparou a potencial saída de depósitos com a ascensão dos fundos do mercado monetário na década de 1980, que ofereciam taxas de juro mais atrativas do que as contas à ordem — a maioria das quais não remunerava os clientes.
A campanha dos bancos evidencia as tensões entre os protagonistas tradicionais de Wall Street e a crescente indústria das criptomoedas, que tem sido apoiada pela Casa Branca.
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