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Bancos suíços aderem ao ‘open banking’
Oito instituições financeiras acordaram partilhar os dados dos seus clientes entre si. A Comissária Europeia Maria Luís Albuquerque quer que aquele sistema seja implementado ao nível europeu.
25 Nov 2025 - 12:16
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A partir desta semana, clientes de oito bancos suíços e dois fornecedores terceirizados podem interligar as suas diversas contas para consolidar e visualizar informações bancárias numa única aplicação. Mais de 30 bancos já oferecem a interface de dados necessária.
O lançamento é resultado de uma ampla iniciativa do setor bancário suíço que se estende por vários anos, tendo como principal objetivo permitir que instituições não bancárias possam aceder a dados bancários de forma segura e controlada.
As aplicações multibancárias para clientes particulares incluem atualmente visões gerais agregadas de várias contas, análises de pagamentos dos clientes e planificação ao nível de receitas e despesas. O Luzerner Kantonalbank (LUKB), por exemplo, permite que os seus clientes visualizem as suas contas em bancos terceiros diretamente na aplicação LUKB E-banking. A aplicação inclui um assistente financeiro inteligente que categoriza transações automaticamente, permite a gestão do orçamento e identifica oportunidades de poupança a partir da análise dos gastos.
Christoph Müller, diretor de serviços bancários e membro do conselho executivo da SIX, afirma: “O open banking está a ganhar força na Suíça. Com o lançamento do multibanking, entra em funcionamento uma ferramenta para os clientes particulares. Estamos muito satisfeitos que diversos bancos estejam a implementar aquela solução através da nossa plataforma de open banking bLink.
Agora é o momento de impulsionarmos juntos essa expansão, pois quanto mais instituições participarem, mais completa será a oferta, maior será o valor para os clientes e melhores serão as condições para o desenvolvimento de produtos inovadores.”
As aplicações multibancárias estão a ser implementadas através da plataforma suíça líder de open banking, bLink, operada pela SIX. O bLink baseia-se em interfaces padronizadas que garantem a troca segura e controlada de dados dos clientes entre bancos, sejam estes instituições consolidadas ou novos operadores de mercado. O acesso é concedido exclusivamente com o consentimento explícito do cliente. Métodos de encriptação de última geração e direitos de acesso asseguram a integridade e segurança dos dados em todos os momentos.
Recorde-se que, na semana passada, a Comissária Europeia dos Serviços Financeiros, Maria Luís Albuquerque, destacou a importância da contribuição do open banking para a concorrência e a inovação nos pagamentos, afirmando estar “confiante de que também aqui encontraremos um caminho equilibrado”. A responsável falava na 10.ª Conferência Anual da Federação Europeia de Instituições de Pagamento (EPIF), realizada em Bruxelas e subordinada ao tema “Aproveitar Soluções num Mundo Interligado”.
O conceito de open banking é um sistema no qual o cliente tem controlo sobre os seus próprios dados e pode autorizar que estes sejam partilhados entre diferentes instituições financeiras de forma segura e padronizada. Assim, os dados bancários (contas, créditos, investimentos, entre outros) deixam de ser propriedade exclusiva de uma única instituição financeira e passam a ser partilhados por vários intervenientes, permitindo o desenvolvimento de produtos financeiros mais competitivos.
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