Subscrever Newsletter - Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Submeter

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade

3 min leitura

Justiça italiana investiga negócio de aquisição do Mediobanca pelo MPS

Ministério Público italiano está a investigar o CEO do MPS, bem como os dois maiores acionistas do banco, Francesco Caltagirone e a Delfin

27 Nov 2025 - 15:42

3 min leitura

Foto Jornal PT50Sónia Santos Dias

Autor

Luís Alves Almeida

Jornalista

Partilhar

monte dei paschi

Foto Jornal PT50Sónia Santos Dias

Notícia atualizada às 10 horas de 28 de novembro com declarações do MPS e confirmação da investigação

A justiça italiana está a investigar o CEO do Monte dei Paschi di Siena (MPS), Luigi Lovaglio, e os dois maiores acionistas do banco, Francesco Caltagirone e a Delfin, ‘holding’ da família Del Vecchio. Em causa, reporta o periódico italiano Corriere della Sera, estão entendimentos entre as partes que não foram comunicadas ao mercado nem aos reguladores. O MPS já confirmou entretanto, em comunicado, que foi notificado pelo Ministério Público em relação a um mandado de busca e que o seu CEO estaria sob investigação.

A Delfin é gerida pelo CEO da EssilorLuxottica, Francesco Milleri, o terceiro alvo da investigação. De acordo com o Corriere della Sera, Milleri lidera a ‘holding’ devido aos desentendimentos entre os oito herdeiros de Leonardo Del Vecchio, falecido em 2022.

Segundo o jornal, o Ministério Público está a investigar possíveis manipulações do mercado e obstrução de informação aos reguladores – o do bolsa, Consob, o Banco Central Europeu e o dos seguros, IVASS – no negócio de aquisição do Mediobanca. O MPS lançou em janeiro a oferta, que acabou por concretizar com sucesso em setembro deste ano, tendo obtido 86,3% das ações.

Também sob investigação está a aquisição de participações no MPS por estes acionistas, no final de 2024. Recorde-se que, até então, o maior acionista do banco era o Estado italiano, fruto de um resgate à instituição, datado de 2017. A possibilidade de irregularidades nesta venda de ações já havia sido mencionada antes em vários órgãos de comunicação.

No seu comunicado, o MPS garante que irá entregar toda a informação necessária para provar a conformidade das suas ações e que está a colaborar com as autoridades, nas quais afirma ter “completa confiança”.

Já em setembro, o Jornal PT50 registou também as críticas feitas pelo CEO do Mediobanca, Alberto Nagel – que se demitiu após o sucesso da OPA, juntamente com a maioria da sua administração – à teia de acionistas presentes no negócio e que colocavam em causa toda a legitimidade da operação.

O Banco Central Europeu não quis comentar o caso, reporta a Reuters, e o presidente do Consob entendeu que era necessário analisar a situação de forma mais detalhada antes de comentar.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade