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BCE aprova compra do Banca Generali pelo Mediobanca
O Mediobanca deve apresentar um plano de integração e impactos nos requisitos de capital após a aquisição. O Banca Generali será supervisionado diretamente pelo BCE, caso seja adquirido.
19 Ago 2025 - 12:16
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Foto: Banca Generali
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Foto: Banca Generali
O Banco Central Europeu (BCE) aprovou a aquisição do Banca Generali pelo Mediobanca, uma operação que o banco está a tentar levar para a frente como forma de escapar a uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) pelo Monte dei Paschi di Siena (MPS). A instituição vai reunir os acionistas no dia 21 de agosto para que estes aprovem também a compra.
A par do controlo do Banca Generali, foi também aprovado, pelo Banco de Itália, a aquisição do controlo indireto de várias empresas, entre elas a Generfid, Intermonte Partners SIM e Intermonte SIM, bem como uma posição na BG Saxo SIM, Nextam Partners SIM, 8ª+ Investimenti SGR e Tosetti Value SIM. Além destes, o BCE autorizou o Mediobanca de adquirir posições diretas e indiretas que, em conjunto, sejam mais de 10% dos fundos próprios do Grupo Mediobanca.
De acordo com a decisão do BCE, o Mediobanca tem seis meses após a aquisição do Banca Generali para submeter ao supervisor europeu um plano de integração que inclua as medidas e soluções previstas para esta integração, a definição de estruturas e processos organizacionais que assegurem um alinhamento operacional efetivo e uma cronologia das atividades com especial atenção para o fortalecimento e racionalização do sistema de controlo interno. Deve haver ainda um plano de integração tecnológica, que especifique os custos de implementação, entre outras questões.
Devem ser também declarados os impactos esperados nos requisitos de capital, incluindo desvios das estimativas iniciais. Por fim, é ainda exigido um quadro de governança para o processo de integração.
O BCE adiantou ainda que, no caso da aquisição ser bem-sucedida, o Banca Generali passará a ser uma entidade significativa supervisionada, sujeita a supervisão direta do regulador europeu.
Recorde-se que o Mediobanca lançou, em abril, uma oferta de 6,3 mil milhões de euros pelo Banca Generali, propondo trocar as suas ações na empresa mãe, a seguradora Generali, da qual o banco de investimento é o maior acionista. Esta operação surge na sequência da OPA lançada pelo MPS em janeiro no valor de 13,3 mil milhões. A OPA está a decorrer até 8 de setembro.
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