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BCE diz que a fragmentação da banca europeia resulta de opções políticas

Membro do Conselho de Supervisão do Banco Central Europeu defende que é possível corrigir esta situação

28 Set 2026 - 12:01

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Pedro Machado membro do Conselho de Supervisão do BCE | Foto ANGELA MORANTECB

Pedro Machado membro do Conselho de Supervisão do BCE | Foto ANGELA MORANTECB

O membro do Conselho de Supervisão do Banco Central Europeu (BCE), Pedro Machado, afirmou nesta segunda-feira que a fragmentação que afeta o sistema bancário europeu «não é uma lei da natureza», mas resulta de opções políticas que podem ser alteradas.

Durante uma intervenção no XVII Encontro Financeiro, organizado pela KPMG e pelo jornal espanhol Expansión, Pedro Machado sublinhou que as diferenças nos regimes de insolvência, os sistemas nacionais de garantia de depósitos e uma estrutura de capital excessivamente complexa «não são imutáveis».

O responsável defendeu que é possível corrigir este estado de coisas se existir «a vontade política» necessária e que, nos últimos tempos, se tem tornado evidente que existe disposição para concretizar estas reformas.

O problema da banca europeia «não é a falta de resiliência, mas a divisão em mercados nacionais», explicou Machado, lembrando que a esmagadora maioria dos empréstimos e depósitos permanece dentro das fronteiras de cada país e que as fusões transfronteiriças são muito escassas.

Esta situação acentua a diferença face aos Estados Unidos, uma vez que, embora a banca europeia se destaque nos créditos e depósitos, mantém uma posição menos favorável nas atividades de negociação.

O certo é que, na Europa, coexistem 27 regimes de retenção fiscal diferentes, bem como normas nacionais distintas em matéria de insolvência e de proteção dos consumidores, afirmou Machado, sublinhando que simplificar não significa baixar o nível de exigência ou desregular, mas alcançar os mesmos objetivos prudenciais de forma mais clara, eficiente e proporcionada.

Daí a urgência de completar a união bancária e avançar para um sistema europeu unificado de garantia de depósitos, de forma a redistribuir o risco e permitir o livre fluxo de capital e liquidez.

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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