3 min leitura
Pierrakakis: “Fim da fragmentação libertaria 230 mil milhões de euros em ativos líquidos de alta qualidade”
Presidente do Eurogrupo diz que o “custo da fragmentação está a tornar-se um imposto estratégico”
18 Set 2026 - 15:16
3 min leitura
Kyriakos Pierrakakis presidente do EurogrupoFoto UE
Mais recentes
- Millennium BCP faz provisões de 40,6 milhões para créditos na Polónia
- Banca europeia sofre trambolhão nas bolsas e DBRS lança aviso sobre exposição às dívidas soberanas
- BPF aprova apoio a projeto de 100 milhões para produção de cenouras bebé em Santarém
- Revolut vai cobrir possíveis custos dos clientes associados à divulgação indevida de dados
- União bancária: presidente do Eurogrupo quer consenso e reitera que “ninguém vai ter tudo o que quer desta reforma”
- Seguro de catástrofes terá tarifa em função do risco
Kyriakos Pierrakakis presidente do EurogrupoFoto UE
O presidente do Eurogrupo defendeu a aceleração da integração bancária europeia. Falando no Fórum Financeiro da Eurfin, em Dublin, na Irlanda, que antecedeu a reunião desta sexta-feira dos ministros das Finanças, Kyriakos Pierrakakis foi, como é hábito, contundente: “O custo da fragmentação está a tornar-se um imposto estratégico. Um imposto sobre a Europa, um imposto sobre a escala, um imposto sobre o investimento, um imposto sobre o crescimento”.
Segundo aquele responsável, “apenas cerca de 16% dos empréstimos às empresas na zona euro são transfronteiriços. Os grupos bancários transfronteiriços ainda enfrentam restrições na movimentação eficiente de capital e liquidez entre países, o que limita a integração e a consolidação”.
Pierrakakis referiu que “a Comissão estima que a resolução dessas restrições poderia desbloquear cerca de 230 mil milhões de euros em ativos líquidos de alta qualidade. Ao mesmo tempo, os custos de supervisão, conformidade e reporte são estimados em cerca de 24 mil milhões de euros”, acrescentando que “ambos os aspetos são importantes. Precisamos de uma estrutura mais simples e proporcional. E precisamos de maior integração e escala”.
O presidente do Eurogrupo salientou que “a escala importa cada vez mais para a competitividade e o investimento em tecnologia. Os maiores bancos dos EUA investem mais de duas vezes e meia em TI, em relação aos seus ativos, do que os seus pares europeus. A situação é bastante semelhante quando se compara com os bancos chineses. Na era da IA, dos pagamentos digitais e da cibersegurança, essa diferença é significativa”.
Para diminuir esse fosso, “uma maior integração e uma consolidação transfronteiriça mais aprofundada dariam aos bancos europeus a dimensão necessária para investir, inovar e competir, aumentando assim a sua capacidade de canalizar as poupanças europeias para as empresas e o investimento europeus”.
Mas Pierrakakis avisa que a “Europa precisa de escala. Mas escala não significa uniformidade. Precisamos de campeões bancários europeus capazes de competir globalmente. Mas também precisamos de bancos regionais e locais fortes que conheçam as suas comunidades, financiem as suas PME e mantenham o capital ligado à economia real”.
Para aquele responsável, “o modelo não se resume a uma coisa ou outra. Um sistema bancário europeu verdadeiramente integrado precisa de ambas: escala no topo e proximidade no terreno”. E acrescenta: “Criámos uma União Bancária para tornar a Europa mais segura. Agora temos de a concluir para tornar a Europa mais integrada, mais competitiva e, em última análise, mais forte”.
“E é por isso que apoio a direção definida pela Comissão Europeia”, concluiu o presidente do Eurogrupo.
Mais recentes
- Millennium BCP faz provisões de 40,6 milhões para créditos na Polónia
- Banca europeia sofre trambolhão nas bolsas e DBRS lança aviso sobre exposição às dívidas soberanas
- BPF aprova apoio a projeto de 100 milhões para produção de cenouras bebé em Santarém
- Revolut vai cobrir possíveis custos dos clientes associados à divulgação indevida de dados
- União bancária: presidente do Eurogrupo quer consenso e reitera que “ninguém vai ter tudo o que quer desta reforma”
- Seguro de catástrofes terá tarifa em função do risco