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BCE fecha o ano com taxas de juro nos 2%

Na última reunião de 2025, a instituição liderada por Christine Lagarde manteve as taxas de juro inalteradas, com previsões de inflação de 1,9% em 2026 e 1,8% em 2027.

18 Dez 2025 - 13:31

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Lagarde e Álvaro Santos Pereira/Fonte: BCE

Lagarde e Álvaro Santos Pereira/Fonte: BCE

“Continuamos num bom lugar”, afirmou nesta quinta-feira Christine Lagarde, durante a conferência de imprensa no Banco Central Europeu (BCE), referindo-se ao estado da economia europeia e à decisão de manter as taxas de juro inalteradas nos 2%. “Confirmamos que continuamos num bom lugar, mas não estamos estáticos”, acrescentou a presidente do BCE, adiantando que a decisão de manter a taxa de juro inalterada “foi unânime”.

A responsável indicou ainda que existem “algumas alterações nas dinâmicas económicas” que surpreenderam o BCE. Entre estas destacou “o aumento do investimento, quer público quer privado, sobretudo ao nível da inteligência artificial”, bem como o “aumento das exportações, que surpreendeu pela positiva”.

“O que não mudou — e até piorou — foi a incerteza”, referiu Lagarde.

Questionada sobre o impacto das stablecoins no sistema financeiro, Lagarde afirmou que “um instrumento que esteja em conformidade com o Regulamento MiCA pode ser considerado um meio de pagamento”. No entanto, a presidente do BCE disse ter “preocupações”, sobretudo em cenários “em que existam vários emitentes de stablecoins”. “Nesses casos, temos de estar extremamente atentos para assegurar a estabilidade do sistema financeiro e proteger os detentores de stablecoins”, concluiu.

Na última reunião de 2025, o Conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter inalteradas as três principais taxas de juro. A avaliação atualizada da instituição reafirma que a inflação deverá estabilizar-se na meta de 2% no médio prazo. As taxas de juro da facilidade permanente de depósito, das principais operações de refinanciamento e da facilidade permanente de cedência de liquidez mantêm-se em 2,00%, 2,15% e 2,40%, respetivamente.

As novas projeções da equipa do Eurosistema apontam para uma inflação média de 2,1% em 2025, 1,9% em 2026, 1,8% em 2027 e 2,0% em 2028. No que respeita à inflação excluindo energia e alimentos, a equipa projeta uma média de 2,4% em 2025, 2,2% em 2026, 1,9% em 2027 e 2,0% em 2028, refere o BCE em comunicado.

A inflação foi revista em alta para 2026, sobretudo devido à expectativa de uma desaceleração mais lenta da inflação dos serviços. O crescimento económico deverá ser mais forte do que o previsto nas projeções de setembro, impulsionado principalmente pela procura interna. As previsões de crescimento foram revistas em alta para 1,4% em 2025, 1,2% em 2026 e 1,4% em 2027, esperando-se que se mantenham em 1,4% em 2028.

Segundo o BCE, “o Conselho de Governadores está determinado a garantir que a inflação se estabilize na sua meta de 2% no médio prazo”. A instituição acrescenta que adotará “uma abordagem baseada em dados e analisada reunião após reunião para determinar a orientação adequada da política monetária”. As decisões sobre as taxas de juro “basear-se-ão na avaliação das perspectivas de inflação e dos riscos associados, tendo em conta os dados económicos e financeiros mais recentes, bem como a dinâmica da inflação subjacente e a eficácia da transmissão da política monetária”.

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