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BCE firma parceria com a Fundación ONCE para garantir que euro digital é inclusivo

A Fundación ONCE vai colaborar com o BCE na criação da aplicação do euro digital, testando a mesma assim que houve um protótipo.

18 Fev 2026 - 11:20

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Foto: Unsplash

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O Banco Central Europeu (BCE) assinou um acordo com a Fundación ONCE, no sentido de “promover, desenvolver e assegurar” a inclusão da aplicação do euro digital para pessoas com deficiência, competências digitais limitadas ou pessoas idosas. O membro da Comissão Executiva do BCE e presidente da ‘task force’ sobre o euro digital, Piero Cipollone, reforça que “acessibilidade e inclusão não são funcionalidades opcionais, mas sim princípios fundamentais no design do euro digital”.

De acordo com o BCE, a Fundación ONCE vai contribuir de três formas. Em primeiro lugar, a fundação vai “prestar aconselhamento técnico sobre as necessidades de acessibilidade e as funcionalidades da aplicação do euro digital”, informa o BCE em comunicado. Paralelamente, vai ainda colaborar no design da aplicação e, por fim, testar a acessibilidade da mesma e das funcionalidades assim que os primeiros protótipos estiverem disponíveis. A fundação não vai ser compensada monetariamente pela sua participação, adianta o BCE.

Cipollone acredita que “ao trabalhar com organizações como a Fundación ONCE, estamos a ajudar a assegurar que o euro digital empodera todos os cidadãos na era digital, não deixando ninguém para trás”. Do lado da fundação, o diretor de Acessibilidade e Inovação da mesma, Jesús Hernández Galán, adianta que vai “incorporar especialistas na área da acessibilidade e com experiência de utilizador que são pessoas com deficiência na equipa do projeto, combinando conhecimento técnico com experiência vivida”.

O BCE garante estar a pensar nesta questão desde o início e quer que a aplicação seja “clara, compreensível e fácil de navegar”. Mais ainda, “o resultado deste trabalho também poderá servir de base para os requisitos de experiência do utilizador para prestadores de serviços de pagamento”, considera.

A instituição liderada por Christine Lagarde realça que os grupos que já puderam participar numa primeira sondagem ao euro digital reforçaram precisamente a necessidade de este ser inclusivo e ter até a capacidade de “melhorar a inclusão e acessibilidade através de funcionalidades ‘user-friendly’”.

O BCE recorda ainda que os grupos sondados compostos por consumidores vulneráveis destacaram a necessidade de várias opções de ‘onboarding’, incluindo apoio presencial em agências bancárias locais. “Os participantes enfatizaram o valor da segurança, simplicidade e controlo sobre as finanças pessoais, particularmente para aqueles que são menos confiantes com ferramentas digitais”, nota o supervisor.

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