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BCE mostra que em Portugal o preço dos alimentos está 32% mais alto do que no final de 2019

Custo da comida é o que mais sobe entre as quatro categorias principais do Índice Harmonizado de Preços ao Consumidor.

27 Set 2025 - 11:04

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Foto: Pixabay

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Um estudo do Banco Central Europeu (BCE) sobre a inflação dos preços dos alimentos mostra que esta continua persistentemente elevada, sendo a mais acentuada entre as quatro categorias do Índice Harmonizado de Preços ao Consumidor (IHPC) — energia, serviços, bens de consumo e alimentação. Em agosto, situou-se em 3,2%, sendo que o peso atribuído à alimentação na zona euro ronda os 20% — mais do dobro do peso atribuído à energia.

Segundo o boletim económico mais recente do BCE, nos países da zona euro, o aumento dos preços dos alimentos desde o final de 2019 variou entre 20% no Chipre e 57% na Estónia. Em Portugal, o aumento foi de 32%.

A preocupação do BCE com a escalada dos preços dos alimentos está diretamente ligada à sua principal missão: a estabilidade dos preços. O relatório aponta três razões pelas quais os preços dos alimentos são atualmente de particular interesse: A diferença entre os preços dos alimentos e os preços gerais é muito maior e mais persistente do que no passado. Os preços dos alimentos afetam todos, em permanência, e moldam as expectativas em relação à inflação. Os aumentos nos preços dos alimentos atingem as famílias mais pobres de forma mais intensa do que as restantes.

A evolução tem sido desigual entre países e categorias de produtos. “Os preços da carne bovina, de aves e suína, por exemplo, estão atualmente mais de 30% acima dos valores de final de 2019. Já o preço do leite subiu cerca de 40%, o da manteiga 50%, e os do café, azeite, cacau e chocolate aumentaram ainda mais”, refere o BCE.

De acordo com a instituição, “a inflação caiu bastante na zona euro — de um pico de 10,6% em outubro de 2022 para 2% recentemente. Ao mesmo tempo, os salários aumentaram, compensando boa parte das perdas anteriores no rendimento. De um modo geral, estamos numa situação melhor. Mas, para muitas famílias, a percepção é diferente. Quando vão ao supermercado, muitas sentem-se mais pobres do que antes do surto de inflação que se seguiu à pandemia. Uma em cada três famílias não consegue comprar os alimentos que gostaria. E isto não é apenas uma percepção: os preços dos alimentos continuam teimosamente elevados — cerca de um terço acima do nível pré-pandemia.”

Os últimos dados do BCE sobre expectativas de inflação na zona euro mostram que “em agosto, a taxa mediana de inflação percebida nos últimos 12 meses manteve-se inalterada em 3,1% pelo sétimo mês consecutivo”. Já as expectativas medianas para a inflação nos 12 meses seguintes subiram para 2,8%, face a 2,6% em julho.

As expectativas para os próximos três anos permaneceram em 2,5%, enquanto as de cinco anos aumentaram para 2,2% (de 2,1% em julho), atingindo o valor mais elevado desde agosto de 2022. A incerteza sobre a inflação esperada a 12 meses registou também uma ligeira subida em agosto.

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