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Avisos de “sem dinheiro” ou “só com cartão” multiplicam-se nas lojas inglesas
Segundo um estudo da Link, empresa que gere a principal rede de caixas automáticas no Reino Unido, um em cada sete comerciantes deixou de aceitar numerário no último ano.
10 Mar 2026 - 15:45
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Multiplicam-se os avisos de “sem dinheiro” ou “só com cartão” à porta das lojas em Inglaterra. Segundo um artigo da autoria de Nick Quin, diretor de Assuntos Corporativos da LINK, a empresa que gere a principal rede de caixas automáticas do Reino Unido, publicado nesta terça-feira pela UK Finance, um em cada sete comerciantes deixou de aceitar numerário em 2025.
Segundo Nick Quin, “uma nova pesquisa que realizámos junto de pequenas e médias empresas sugere que estas estão a refletir cuidadosamente sobre os meios de pagamento que devem aceitar. Também indica que estão a agir rapidamente. As placas com os dizeres ‘somente cartão’ ou ‘sem dinheiro’ estão a tornar-se cada vez mais frequentes: um em cada sete comerciantes de lojas de pequena e média dimensão deixou de aceitar dinheiro em numerário no último ano”.
O responsável acrescenta que “um grupo de parlamentares alertou para este risco no ano passado. Afirmaram que o Reino Unido corre o risco de uma ‘economia a duas velocidades’ se os milhões de pessoas que dependem do dinheiro em numerário não conseguirem comprar bens básicos”. Acrescenta ainda que “também disseram que os dados existentes sobre esta questão são incompletos e precisam de ser atualizados. Por isso, o Conselho do Consumidor da LINK entrevistou 1.100 pequenos comerciantes em todo o Reino Unido para compreender a sua abordagem”.
Segundo os resultados desse estudo, 77% desses pequenos estabelecimentos ainda aceitam dinheiro em espécie e 46% das suas transações presenciais são feitas em numerário.
De acordo com a pesquisa, “observa-se um compromisso contínuo com o dinheiro em espécie nas lojas de rua. Os comerciantes valorizam-no não por nostalgia ou suposições simplistas, mas porque o numerário oferece opções aos seus clientes, resiliência em caso de falhas técnicas e tem impacto na economia local. Quase metade incentiva ativamente o pagamento em dinheiro”.
“Ao optarem por uma gestão sem dinheiro físico, as empresas avaliam os custos de administração das suas operações bancárias, a conveniência para os clientes, os riscos de fraude e criminalidade e a infraestrutura disponível localmente”, refere o responsável da LINK.
Segundo Nick Quin, a “LINK continuará a avaliar o acesso local a dinheiro em espécie para empresas e consumidores e garantirá que a grande maioria consiga gerir o seu dinheiro no comércio local. Também continuaremos a monitorizar as taxas de aceitação de numerário no comércio local para que as políticas públicas possam ser integradas de forma eficaz em matérias como serviços bancários, segurança ou apoio empresarial”.
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