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BCE quer melhorar infraestruturas de pagamentos na zona euro

O BCE explicou que a visão apresentada complementa a estratégia relativa ao numerário e alarga a de pagamentos de retalho, passando a abranger também os pagamentos grossistas, entre empresas e transfronteiriços.

31 Mar 2026 - 09:11

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Piero Cipollone, membro do Conselho Executivo do BCE | Foto: BCE

Piero Cipollone, membro do Conselho Executivo do BCE | Foto: BCE

O Banco Central Europeu (BCE) pretende melhorar as infraestruturas de pagamentos na zona euro devido às rápidas mudanças tecnológicas, anunciou nesta terça-feira a entidade. Na divulgação da nova estratégia de pagamentos, o BCE explicou que esta complementa a estratégia relativa ao dinheiro em numerário e alarga a de pagamentos de retalho, passando a abranger também os pagamentos grossistas, entre empresas e transfronteiriços.

Este novo método de pagamentos do BCE e dos bancos centrais nacionais da zona euro tem em consideração “a adoção gradual de novas tecnologias, como a ‘tokenização’ e a tecnologia de registo distribuído”, afirmou a entidade.

A ‘tokenização’ converte direitos sobre um ativo físico ou financeiro, como um imóvel, obras de arte ou ações, num ‘token’ digital dentro de cadeias de blocos, permitindo o seu fracionamento e venda. Esta tecnologia fraciona ativos tradicionais, facilitando a liquidez e permitindo que pequenos investidores acedam a mercados anteriormente inacessíveis.

A tecnologia de registo distribuído unifica os registos financeiros através de um único registo partilhado, reduzindo significativamente os custos de compensação e liquidação.

“Os pagamentos são fundamentais para a sociedade e estão a mudar rapidamente”, afirmou o membro do comité executivo do BCE responsável pelos pagamentos e pelo euro digital, Piero Cipollone. O BCE trabalha para que os pagamentos sejam fiáveis, rápidos, competitivos e abertos à inovação, quer sejam de retalho, grossistas, entre empresas ou transfronteiriços, acrescentou o responsável.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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