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Blue Owl limita resgates em dois fundos de retalho

Mais um sinal de tensão no segmento do crédito privado. Responsáveis da empresa garantem que os “fundamentais” continuam sólidos.

02 Abr 2026 - 14:43

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A Blue Owl é uma empresa de crédito privado/Foto: Blue Owl

A Blue Owl é uma empresa de crédito privado/Foto: Blue Owl

A empresa de investimento em crédito privado Blue Owl Capital foi confrontada com um aumento significativo dos pedidos de resgate no primeiro trimestre do ano, com investidores a retirarem aproximadamente 5,4 mil milhões de dólares (4,6 mil milhões de euros) de dois dos seus principais fundos, à medida que crescem as dúvidas sobre a saúde desta classe de ativos e da própria gestora, noticiou o Financial Times nesta quinta-feira.

Por seu turno, a agência Reuters refere que a empresa afirmou que irá limitar o montante que os investidores podem retirar destes dois fundos direcionados para o retalho, após um aumento repentino dos pedidos de resgate.

Os investidores resgataram 40,7% das ações da Blue Owl Technology Income Corp (OTIC), focada em tecnologia, e 21,9% das ações do fundo Blue Owl Credit Income Corp (OCIC), segundo comunicados divulgados pelos fundos em atualizações aos acionistas baseadas em dados preliminares.

A Blue Owl indicou que irá limitar os pagamentos a 5% das ações dos fundos. Este tem sido o valor padrão que fundos desta natureza — estruturados como empresas de desenvolvimento de negócios — oferecem para recomprar ações aos acionistas a cada três meses. No entanto, no último trimestre, a Blue Owl optou por permitir que detentores de 15,4% das suas ações resgatassem as suas participações.

A limitação das saídas de capital evidencia os riscos para os investidores individuais que, nos últimos três anos, recorreram em massa, sobretudo em períodos de incerteza, aos chamados fundos de crédito privado não cotados em bolsa.

A estes investidores foi prometido acesso a aplicações com rendimentos mais elevados, em troca de uma menor liquidez.

Segundo o Financial Times, a KKR anunciou recentemente que também limitou os resgates de um dos seus fundos não cotados em bolsa, seguindo medidas semelhantes adotadas por concorrentes como a Ares Management, a Apollo Global e a HPS Investment Partners, da BlackRock.

Craig Packer, copresidente da Blue Owl, afirmou, num comunicado aos investidores, que acredita que o aumento dos resgates reflete um “período de sentimento negativo acentuado em relação a esta classe de ativos, que se intensificou à medida que empresas do setor divulgaram os resultados das suas ofertas públicas iniciais”.

“Embora acreditemos que a perceção do mercado tenha impulsionado o aumento da atividade de resgates, os fundamentos de crédito subjacentes em todo o nosso portefólio permaneceram resilientes”, acrescentou.

“Continuamos a observar uma desconexão significativa entre o discurso público sobre crédito privado e as tendências subjacentes no nosso portefólio”, concluiu o responsável.

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