2 min leitura
Banco digital Monzo encerra atividade nos EUA
O Monzo explica que pretende focar-se no mercado europeu. Recorde-se que o banco digital conquistou uma licença bancária na Irlanda recentemente.
01 Abr 2026 - 15:29
2 min leitura
Foto: Monzo
Mais recentes
- João Batista Leite: “A IA é uma mudança de poder e não vai distribuir valor de forma equilibrada”
- Maria Luís Albuquerque: “A integração dos mercados de capitais não é um exercício técnico; é uma escolha política que tem de ser feita”
- Santander lança programa de obrigações cobertas no valor de 15 mil milhões
- Banco digital do JPMorgan entra na Alemanha com conta poupança com juros de 4% durante quatro meses
- 36 mil cheques foram devolvidos em 2025
- Taxa de juro do crédito à habitação regressa às descidas em abril
Foto: Monzo
O banco digital britânico Monzo decidiu encerrar a sua atividade nos EUA, anunciou nesta terça-feira. A instituição explica que pretende focar-se no seu mercado doméstico e no resto da Europa.
O neobanco tem uma base de clientes de 15 milhões no Reino Unido e conseguiu no início de 2026 uma licença bancária na Irlanda, o que lhe permite operar em toda a União Europeia. Estas razões levam a empresa a centrar a sua atenção no mercado europeu, revela o Monzo, citado pela Reuters.
A notícia foi inicialmente avançada pela Bloomberg News, que reportou que o banco vai despedir 50 colaboradores, citando uma fonte próxima do assunto. Informa ainda que os atuais clientes vão poder continuar a usar as suas contas até junho.
Recorde-se que o Monzo foi notícia no final de 2025 pela saída conturbada do seu CEO, TS Anil. Este anunciou que ia abandonar o cargo em fevereiro, pressionado pela administração, segundo notícias de então. O Financial Times (FT) reportou que os problemas entre Anil e o resto do Conselho de Administração diziam respeito à entrada do banco em bolsa e à sua expansão para novos mercados internacionais.
Anil, por sua vez, queria acelerar a entrada em bolsa, e de preferência em Nova Iorque, de acordo com as fontes do periódico britânico. Contrariamente, outros administradores queriam um maior foco na expansão internacional, com a ida para bolsa a acontecer mais tarde e, preferencialmente, em Londres.
Apesar do choque com a administração, o FT indicava que Anil recolhia apoios entre os acionistas, que fizeram pressão para segurar Anil, ao mesmo tempo que quiseram remover Gary Hoffman do cargo de presidente do Conselho de Administração.
A batalha entre os acionistas e os administradores resultou na manutenção de Anil por perto. O CEO devia passar para uma função de aconselhamento, ao mesmo tempo que mantinha o seu lugar no Conselho de Administração.
Mais recentes
- João Batista Leite: “A IA é uma mudança de poder e não vai distribuir valor de forma equilibrada”
- Maria Luís Albuquerque: “A integração dos mercados de capitais não é um exercício técnico; é uma escolha política que tem de ser feita”
- Santander lança programa de obrigações cobertas no valor de 15 mil milhões
- Banco digital do JPMorgan entra na Alemanha com conta poupança com juros de 4% durante quatro meses
- 36 mil cheques foram devolvidos em 2025
- Taxa de juro do crédito à habitação regressa às descidas em abril