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BNP Paribas prevê cortes sucessivos de juros nos EUA e travão na Zona Euro
O relatório "Global Outlook Q4 2025: Resilience in Uncertainty" mostra uma economia resiliente, com a atual desaceleração da atividade a ser encarada como temporária e não como uma tendência duradoura
16 Set 2025 - 11:33
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Jerome Powell, presidente da FED e Christine Lagarde, presidente do BCE | Foto: BCE
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Jerome Powell, presidente da FED e Christine Lagarde, presidente do BCE | Foto: BCE
O banco francês BNP Paribas divulgou nesta terça-feira o seu Global Outlook para o último trimestre do ano. De acordo com a instituição financeira, “a economia global deverá manter-se resiliente, apesar da elevada incerteza em termos de política económica e geopolítica. Na nossa perspectiva, o enfraquecimento atual da atividade representa apenas uma fase temporária de desaceleração, e não uma tendência duradoura”.
O documento indica que “a incerteza sobre a política comercial global deverá diminuir, ainda que de forma lenta, com margem limitada para quedas significativas nas tarifas. Prevemos tarifas diferenciadas a criar mais vencedores e perdedores relativos”.
Em termos de políticas monetárias, o BNP Paribas identifica duas tendências distintas para os Estados Unidos e para a zona Euro. Do lado americano, “a perspectiva de cortes das taxas da FED já este mês — a reunião do comité de política monetária começa hoje e amanhã será decidida a eventual descida das taxas de juro —, em outubro e dezembro, bem como mais dois movimentos em 2026, é ligeiramente mais conservadora do que a do mercado. O balanço de riscos pode inclinar-se para cortes mais concentrados no curto prazo e menos em 2026. Para já, projetamos um afrouxamento monetário cumulativo menor até ao final de 2026 do que o atualmente incorporado nos mercados”, escreve o BNP.
Na zona europeia, as perspectivas são de manutenção das taxas. “Como já não esperamos um corte adicional do BCE em setembro, ajustámos as nossas previsões de taxas para cima, sobretudo no curto prazo”, refere o relatório do BNP Paribas, acrescentando: “Dadas estas dinâmicas, acreditamos que o ciclo de afrouxamento do BCE chegou ao fim, sendo a próxima medida provavelmente uma subida das taxas no quarto trimestre de 2026”.
O banco francês considera que as incertezas que travaram a economia da zona Euro no primeiro trimestre do ano vão desaparecer, prevendo uma aceleração acima do esperado. Por isso, corrigiu em uma décima a perspectiva de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026, para 1,4%.
“Um fator crucial nesta previsão é o estímulo fiscal na Alemanha, aliado à nossa convicção de que haverá efeitos indiretos na economia mais ampla da zona euro, provenientes do aumento dos gastos em defesa e infraestruturas. Esforços de desregulamentação e medidas para aprofundar e integrar os mercados de capitais da UE de forma mais eficaz poderão complementar o impulso fiscal. Estes poderão incluir passos no sentido de uma emissão de dívida mais comum e a criação de um ativo seguro verdadeiramente abrangente para toda a zona euro”, adianta o BNP Paribas.
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