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Bónus, Montenegro, emissão filatélica e uma festa de garagem: as comemorações dos 150 anos da CGD

Colaboradores recebem esta sexta-feira o prémio melhorado e são convidados para uma festa na garagem do edifício-sede, com o DJ Kamala, a partir das 21h30

10 Abr 2026 - 07:30

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Foto: Jornal PT50 | Luís Alves Almeida

Foto: Jornal PT50 | Luís Alves Almeida

Faz hoje 150 anos que o rei D. Luís assinou a Carta de Lei que lhe foi entregue por Fontes Pereira de Melo, enquanto presidente do 34.º Governo Constitucional, e que propunha a criação de “uma caixa de depósitos” que servisse, simultaneamente, como repositório de capital para resolver os problemas financeiros do Estado e como guardiã das poupanças dos cidadãos. A ideia não foi do próprio Fontes Pereira de Melo, mas sim de Anselmo José Braamcamp, que três anos mais tarde viria a assumir a pasta das Finanças e, posteriormente, a chefia do Governo.

Um século e meio depois, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) é hoje a maior instituição bancária a operar em Portugal. Com lucros que ultrapassaram os 1,9 mil milhões de euros em 2025, a CGD planeou um vasto conjunto de iniciativas para celebrar os seus 150 anos de existência.

Esta sexta-feira será o dia forte das celebrações. Para além do pagamento de um bónus melhorado sobre os prémios de desempenho dos seus 10.550 colaboradores — que o jornal PT50 noticiou em primeira mão —, a CGD receberá, pela manhã, a visita do Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, que fará uma intervenção na sede do banco.

Para perpetuar a memória da instituição, será também lançada, nesta sexta-feira, a emissão filatélica comemorativa dos 150 anos da Caixa, desenvolvida em parceria com os CTT.

Ricardo Reis, economista e professor da London School of Economics, também se junta às comemorações e fará uma intervenção sobre as transformações no sistema financeiro internacional, os novos desafios e o papel da Caixa.

No plano cultural, esta sexta-feira contará ainda com uma conversa entre o escritor Gonçalo M. Tavares e o historiador José Pacheco Pereira, bem como com um momento musical protagonizado por Pedro Abrunhosa e Rita Rocha.

Durante a tarde, a administração, os diretores e os colaboradores “Embaixadores da Mudança”, eleitos por cada uma das direções da Caixa, farão uma visita às futuras instalações da Caixa Sede — o novo edifício do banco, situado no Parque das Nações —, que está a ser ultimado para acolher os serviços centrais antes do final do terceiro trimestre deste ano.

Mas o dia de sexta-feira não termina sem uma grande festa de garagem, para a qual foram convidados todos os colaboradores do banco público. O evento, que não é inédito, realiza-se nas garagens da atual sede da CGD, no edifício da Avenida João XXI, que, para o efeito, serão transformadas numa enorme discoteca e contará com a atuação do DJ Kamala.

Os colaboradores que participarem na festa deverão ter atenção às horas, já que, no dia seguinte, sábado, pelas 11h00, terá lugar o X Encontro “Caixa Fora da Caixa”, no Campo Pequeno, em Lisboa, para o qual estão convocados todos os colaboradores do banco público.

O evento será apresentado pelo comunicador da RTP Vasco Palmeirim.

“CGD foi continuará a ser instituição do Estado comprometida com estabilidade”

O Presidente do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) defendeu nesta sexta-feira que o banco “foi, é e continuará a ser uma instituição do Estado comprometida com a estabilidade financeira”.

Na celebração dos 150 anos da instituição, em Lisboa, António Farinha Morais assegurou que a CGD continuará “comprometida com a estabilidade financeira, um parceiro estratégico da economia portuguesa, um banco de referência para empresas e famílias, um agente ativo no desenvolvimento económico, cultural, científico e social no país”.

Num balanço dos últimos dez anos, o responsável salientou que foi “executado com sucesso o exigente plano de recuperação que permitiu sanear o balanço, reforçar de forma decisiva a solidariedade financeira, estabelecer níveis elevados de confiança e reafirmar a Caixa como um elemento central de estabilidade no sistema financeiro português”.

Já entre 2021 e 2024, a Caixa “concretizou um ambicioso plano de transformação” e desde 2025 “encontra-se em execução o Plano Estratégico 2025-2028, que projeta a Caixa para o futuro”.

Farinha Morais destacou ainda que a Caixa, nos últimos 10 anos, “reembolsou integralmente o apoio recebido do Estado português no âmbito do plano de recapitalização e, adicionalmente, reteve resultados no valor de 4.500 milhões de euros”.

Além disso, em 2025 obteve “o maior resultado de sempre da banca portuguesa, de 1.900 milhões de euros, permitindo a distribuição de 1.250 milhões em dividendos ao Estado.

Paulo Macedo diz que “instituições fracas contribuem para políticas mais injustas”

O presidente da Comissão Executiva da CGD, Paulo Macedo, disse nesta sexta-feira que as instituições devem colaborar para fazer um “país forte”, enquanto instituições fracas contribuem para dificuldades e políticas mais injustas.

O responsável apontou que os 150 anos da Caixa Geral de Depósitos (CGD) mostram que o valor das instituições “é algo que deve ser celebrado”, num encontro em Lisboa para celebrar o aniversário do banco.

“Todos acreditamos que instituições fortes colaboram de maneira decisiva para fazer um país forte e o contrário também é verdade”, disse Paulo Macedo.

Por outro lado, “instituições fracas, enfraquecidas, ou que se tentam enfraquecer, também contribuem para países com dificuldades e com políticas mais injustas”, completou.

O presidente da CGD disse ainda que a instituição consegue nos seus 150 anos “estar numa forma e com uma preparação para futuro bastante significativa”.

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