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Caixa Agrícola de Torres Vedras integra projeto do Campus de Saúde e reforça aposta no desenvolvimento regional
O projeto deverá ter um impacto significativo na região Oeste, tanto ao nível da saúde como da economia. Está prevista a criação de cerca de 400 postos de trabalho qualificados, bem como a capacidade de atrair investimento e conhecimento, contribuindo para a fixação de talento.
10 Abr 2026 - 14:59
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Os membros dos corpos socias na primeira assembleia da Associação que irá gerir o Campus, de onde se destacam o neurologista Joaquim Ferreira do Centro Neurológico Sénior; Manuel José Guerreiro, Presidente. do CA da Caixa Agrícola de Torres Vedras; Sérgio Galvão, Presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Miguel Farinha; CEO EY; Cristina Jacinto, Administradora da FMUL; Alexandre Lucena e Vale, Advogado, Mário José Silva Jerónimo do Conselho Fiscal da CATV
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Os membros dos corpos socias na primeira assembleia da Associação que irá gerir o Campus, de onde se destacam o neurologista Joaquim Ferreira do Centro Neurológico Sénior; Manuel José Guerreiro, Presidente. do CA da Caixa Agrícola de Torres Vedras; Sérgio Galvão, Presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Miguel Farinha; CEO EY; Cristina Jacinto, Administradora da FMUL; Alexandre Lucena e Vale, Advogado, Mário José Silva Jerónimo do Conselho Fiscal da CATV
A Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Torres Vedras é uma das entidades envolvidas no novo Campus de Saúde projetado para a cidade, um projeto estruturante que assinala o regresso do ensino superior ao concelho e que pretende afirmar-se como um polo de formação, investigação e prestação de cuidados de saúde.
A iniciativa materializa-se através da Associação Medicina ULisboa – Campus de Torres Vedras, formalmente constituída por escritura pública a 4 de março, reunindo como membros fundadores o Município de Torres Vedras, a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Torres Vedras. Esta entidade, de direito privado e sem fins lucrativos, tem como missão desenvolver, implementar e promover atividades assistenciais, de ensino, investigação e formação na área da saúde.
Para a Caixa Agrícola de Torres Vedras, a integração neste projeto decorre da sua identidade enquanto instituição de proximidade. “Temos, desde a nossa génese, uma forte ligação ao território e à comunidade, assumindo-nos como uma instituição comprometida com o desenvolvimento sustentável da região”, sublinha o presidente, Manuel José Guerreiro. “Entendemos que devemos ter um papel ativo no apoio a iniciativas que criem valor duradouro no território, contribuindo para a coesão social e para a valorização do capital humano.”
O projeto será instalado no antigo Hospital Dr. José Maria Antunes Júnior, que acolherá a sede da associação e um novo polo de cuidados de saúde, centrado em cuidados primários, proximidade à comunidade e modelos de prestação multidisciplinares.
Investimento e desenvolvimento faseado
O Campus de Saúde apresenta uma estrutura de desenvolvimento faseada, organizada em diferentes eixos funcionais. Entre eles destaca-se a criação de um centro académico dedicado ao ensino e à formação avançada na área da saúde, articulado com a prestação de cuidados e com a dinamização de serviços à comunidade.
O investimento global previsto deverá ascender a cerca de 50 milhões de euros em infraestruturas, acrescido de 10 milhões em equipamentos, evidenciando a dimensão estratégica da iniciativa e o seu potencial impacto no desenvolvimento económico e social da região.
Embora não tenham sido divulgados valores absolutos, a participação financeira da Caixa Agrícola de Torres Vedras posiciona-se num nível intermédio entre os restantes parceiros fundadores, ou seja, abaixo da contribuição do Município e acima da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Para além da entrada inicial, está prevista uma quotização anual destinada a garantir o funcionamento da associação e a concretização progressiva do projeto.
Governação e papel da Caixa Agrícola
No dia 17 de março realizou-se a primeira Assembleia Geral da associação, com a presença dos três associados fundadores. Na sessão foram eleitos os órgãos sociais para o triénio 2026–2028 e aprovada a admissão de 22 associados aderentes, reforçando a base institucional do projeto.
A Caixa Agrícola de Torres Vedras assume a presidência da Mesa da Assembleia Geral, através de Manuel José Guerreiro, a título individual, e integra ainda os órgãos sociais com dois vogais, em articulação com os restantes fundadores.
A entrada da instituição no projeto ocorreu numa fase determinante, na sequência de uma recomendação do Tribunal de Contas que apontava para a necessidade de integrar uma terceira entidade com experiência em monitorização e acompanhamento de projetos, reforçando as garantias de rigor e boa governação.
Nesse sentido, o papel da Caixa passa por assegurar práticas de transparência, controlo e sustentabilidade. “A nossa atuação pauta-se por uma lógica de complementaridade, garantindo que as decisões são tomadas de forma partilhada, com elevado nível de exigência e sempre orientadas para o interesse público”, refere o presidente. E acrescenta: “Queremos contribuir para uma gestão criteriosa e para uma avaliação contínua do desenvolvimento do projeto.”
Impacto económico e ambição estratégica
O projeto deverá ter um impacto significativo na região Oeste, tanto ao nível da saúde como da economia. Está prevista a criação de cerca de 400 postos de trabalho qualificados, bem como a capacidade de atrair investimento e conhecimento, contribuindo para a fixação de talento.
“Este Campus tem o potencial de se afirmar como um verdadeiro polo de referência, não só pela melhoria do acesso aos cuidados de saúde, mas também pela sua capacidade de dinamizar a economia local”, destaca Manuel José Guerreiro. “Trata-se de um projeto que alia saúde, ensino e investigação, com impacto direto na qualidade de vida da população.”
Para a Caixa Agrícola, este envolvimento reforça o seu posicionamento enquanto banco cooperativo de proximidade. “Mais do que um papel financeiro, é a oportunidade de participar num projeto transformador, alinhado com os princípios do cooperativismo e da economia social, como a responsabilidade partilhada e a criação de valor para a comunidade.”
Um projeto de longo prazo
A participação da Caixa Agrícola de Torres Vedras insere-se numa estratégia mais ampla de apoio a iniciativas com elevado impacto social, alinhada com a sua missão histórica de desenvolvimento local. “Este é um projeto com visão de longo prazo, que responde às necessidades da região e que reforça o papel das instituições locais na construção de soluções sustentáveis”, conclui o presidente.
Num momento em que o território procura afirmar-se como referência nas áreas da saúde, ensino e inovação, o Campus de Saúde de Torres Vedras surge como uma iniciativa estruturante, capaz de articular conhecimento, investimento e desenvolvimento regional.
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