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Citi evacua escritórios no Dubai após ameaças iranianas
Evacuação surge na sequência do comunicado do comando conjunto iraniano ter afirmado que o ataque a um banco em Teerão, que provocou mortes, era uma "carta branca do inimigo".
11 Mar 2026 - 15:13
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O banco norte-americano Citi evacuou os seus escritórios no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, após ameaças iranianas de atacar centros financeiros norte-americanos e israelitas na região do Golfo, disse hoje uma fonte bancária. Segundo a mesma fonte, citada pela agência francesa AFP, os funcionários do banco foram instruídos pela administração a abandonar os escritórios localizados no Centro Financeiro Internacional do Dubai (DIFC) e no distrito de Oud Metha devido a “aumentadas preocupações de segurança”.
A decisão surge depois de Teerão ter avisado que poderia visar interesses económicos dos Estados Unidos e de Israel no Golfo, no contexto da escalada militar regional.
Funcionários de duas outras empresas instaladas no DIFC disseram também à AFP que os seus escritórios foram evacuados por precaução.
As forças armadas do Irão afirmaram nesta quarta-feira que vão passar a alvejar bancos e instituições financeiras na região depois da morte de funcionários bancários em Teerão num ataque israelo-americano. “O inimigo deu-nos carta-branca para visar os centros económicos e bancos” dos Estados Unidos e de Israel no Médio Oriente, declarou o quartel-general central de Khatam al-Anbiya, ligado aos Guardas da Revolução.
O comando iraniano aconselhou a população no Médio Oriente a não se aproximar a menos de um quilómetro de bancos norte-americanos ou israelitas, segundo a agência espanhola EFE.
A ameaça coloca em risco particular o Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, que acolhe inúmeras instituições financeiras internacionais, bem como os reinos da Arábia Saudita e do Bahrein, segundo a AP.
O Irão respondeu à ofensiva lançada em 28 de fevereiro com ataques contra os países vizinhos, sobretudo contra bases militares norte-americanas, além de visar Israel. A ofensiva dos Estados Unidos e Israel desencadeou uma nova guerra no Golfo Pérsico que já atingiu uma dezena de países, incluindo Chipre, membro da União Europeia, e a Turquia, que integra a NATO.
O Irão acusou Estados Unidos e Israel de terem matado mais de bombardeado cerca de 10 mil alvos civis desde o início da guerra, de acordo com a TV Al-Jazeera. A televisão com sede no Qatar registava hoje de manhã 1878 mortos desde 28 de fevereiro, dos quais 1255 no Irão, numa compilação com base em várias fontes.
Na lista de vítimas mortais seguiam-se Líbano (570), Iraque (15), Israel (13), Estados Unidos (oito), Kuwait (seis), Emirados Árabes Unidos (seis), Arábia Saudita (dois), Bahrein (dois) e Omã (um). A guerra causou também milhares de feridos, incluindo no Qatar e na Jordânia.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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