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CMVM debate papel dos ‘finfluencers’ no mercado de capitais
O fenómeno tem levantando preocupações sobre os desafios e oportunidades que a sua atuação representa para a supervisão e para a proteção dos investidores.
02 Jul 2025 - 08:59
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Foto: Freepik
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A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) promoveu, nesta segunda-feira, o workshop “Finfluencers – The Way Forward”, que reuniu em Lisboa várias autoridades nacionais competentes, bem como representantes da Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados (ESMA).
A iniciativa teve como objetivo discutir o impacto crescente dos ‘finfluencers’ no mercado de capitais, explorando os desafios e oportunidades que a sua atuação representa para a supervisão e para a proteção dos investidores.
Ao longo do encontro, as autoridades participantes partilharam experiências de supervisão relacionadas com a atividade dos ‘finfluencers’, abordando as particularidades das suas práticas e os obstáculos que estas colocam à ação reguladora, refere a CMVM.
Discutiram-se também as metodologias utilizadas para identificar e monitorizar este tipo de atividade nas redes sociais, assim como os impactos da sua dimensão transfronteiriça, que levanta questões adicionais de jurisdição e coordenação entre entidades reguladoras.
A CMVM sublinha que este workshop representa “mais um passo na construção de uma abordagem coordenada face aos desafios emergentes para a supervisão do mercado de capitais no contexto digital, fomentando a partilha de experiências com vista a assegurar que o crescimento da utilização dos canais digitais seja acompanhado de adequada proteção dos investidores”.
O fenómeno dos ‘finfluencers’, embora represente uma oportunidade de maior democratização do acesso à informação financeira, tem levantando preocupações. Recorde-se que a CMVM já havia defendido que os influenciadores financeiros podem ter de seguir regras de supervisão. Considera que não bastam avisos nas publicações nas redes sociais de que as suas opiniões não são aconselhamento para ficarem à margem das regras da supervisão.
Na altura, a CMVM disse que avisos de que as opiniões da publicação “não devem ser entendidas como conselhos ou aconselhamento financeiro”, também não são “por si só suficientes para que se possa concluir que o mesmo não contém recomendações genéricas de investimento ou aconselhamentos personalizados”.
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