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Comissária apela à participação na consulta pública sobre a competitividade bancária
Maria Luís Albuquerque destaca a fragmentação e a "complexidade desnecessária" na União Europeia
30 Jul 2026 - 11:30
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Maria Luis e os banqueiros
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Maria Luis e os banqueiros
A comissária europeia responsável pelos Serviços Financeiros publicou nesta quinta-feira, nas redes sociais, um apelo à participação na consulta pública sobre o Relatório sobre a Competitividade Bancária na União Europeia. Maria Luís Albuquerque, que apresentou o documento no início deste mês, afirma que “os bancos europeus são resilientes, mas a fragmentação, a complexidade desnecessária e as barreiras à escala continuam a limitar a sua capacidade de apoiar as famílias, as empresas e o investimento em toda a União”.
“O relatório da UE sobre a competitividade bancária apresenta um conjunto de ações para reforçar o sistema bancário transfronteiriço, simplificar o quadro regulamentar e garantir que as normas globais reflitam as especificidades do setor bancário europeu”, acrescenta a comissária.
Maria Luís Albuquerque incentiva “bancos, investidores, empresas, organizações de consumidores, académicos e todas as partes interessadas a participarem” na consulta, acrescentando que “o contributo recebido ajudará a moldar as propostas legislativas que apresentaremos no início de 2027”.
A consulta pública está aberta até 17 de setembro.
Ontem, durante a apresentação dos resultados do Millennium bcp, realizada em Lisboa, o presidente executivo (CEO), Miguel Maya, pronunciou-se sobre a união bancária e sobre a intenção da Comissão Europeia de impulsionar a criação de grandes bancos europeus.
“Se queremos apoiar a economia, uma banca comercial diversificada é muito positiva e muito mais eficaz”, afirmou o responsável, acrescentando que “a concorrência é muito importante para o sistema financeiro. O meu maior concorrente na abertura de contas são os neobancos”.
Miguel Maya afirmou ainda que “se for para a constituição de uma união bancária, estou de acordo”, mas salientou que as regras devem ser iguais para todos. “A concorrência no seio da união bancária é o espaço natural de atuação do Millennium bcp”, concluiu.
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