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Consumidores europeus deixam de comprar produtos americanos em resposta às tarifas
Estudo do Banco Central Europeu mostra que os consumidores acreditam que a política económica dos Estados Unidos fará subir os preços de forma permanente
22 Set 2025 - 10:12
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BCE sede | Foto: ecb multimedia
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BCE sede | Foto: ecb multimedia
Os consumidores europeus estão a alterar os seus hábitos de consumo, substituindo produtos americanos por europeus. Um estudo divulgado esta segunda-feira pelo Banco Central Europeu (BCE) mostra que “em resposta às preocupações relacionadas com as tarifas, os consumidores estão a mudar significativamente os seus hábitos de consumo. Cerca de 26% dos inquiridos afirmaram ter deixado de comprar produtos dos EUA, enquanto aproximadamente 16% indicaram ter reduzido as suas despesas globais”.
Da autoria de Adam Baumann, Luca Caprari, Maarten Dossche, Georgi Kocharkov e Omiros Kouvavas, o trabalho intitulado “Expectativas e comportamentos dos consumidores durante as recentes tensões comerciais” mostra que “estas mudanças de comportamento variam entre grupos de rendimento: os agregados familiares com rendimentos mais elevados têm maior probabilidade de deixar de adquirir bens norte-americanos, enquanto os de rendimentos mais baixos tendem mais a reduzir o seu consumo total”.
Para além deste efeito, os consumidores europeus consideram que a política de tarifas comerciais definida pelo presidente dos Estados Unidos fará aumentar os preços de forma permanente e não transitória. “Os dados do BCE Consumer Expectations Survey, recolhidos em junho de 2025, revelam que os consumidores europeus esperam que as tarifas tenham um impacto negativo sobre a inflação, as finanças das famílias e o crescimento económico. Uma diferença líquida de 40% dos inquiridos considera as tarifas inflacionistas, uma diferença líquida de 13% vê nelas um impacto negativo nas suas finanças e uma diferença líquida de 24% acredita que as tarifas irão travar o crescimento económico”, refere o estudo.
Os consumidores que veem as tarifas como inflacionistas ajustaram em alta as suas expectativas de inflação. Segundo o relatório do BCE, “os dados mostram que, para o grupo que considerou as tarifas inflacionistas no inquérito de junho de 2025, as expectativas de inflação aumentaram em comparação com janeiro de 2025: cerca de 0,2 pontos percentuais para o horizonte de um ano, 0,13 pontos percentuais para três anos e 0,06 pontos percentuais para cinco anos. O ligeiro aumento das expectativas de inflação a longo prazo entre os inquiridos que encaram as tarifas como inflacionistas sugere que o impacto percepcionado poderá não ser totalmente transitório”.
A literacia financeira desempenha um papel fundamental na formação do comportamento dos consumidores, e as preferências por substituição de produtos também parecem ser determinantes. “Muitos consumidores já estavam dispostos a deixar de comprar produtos norte-americanos antes mesmo dos anúncios de tarifas da Administração dos EUA em abril de 2025. No inquérito de junho de 2025, os consumidores com maior literacia financeira revelaram maior propensão para deixar de adquirir produtos norte-americanos, enquanto aqueles com menor literacia financeira mostraram-se mais propensos a reduzir o seu consumo global”, conclui o relatório.
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