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Corretoras acreditam que FED vai cortar juros em 25 pontos base em setembro
Discurso de Powell em Jackson Hole sinalizou uma mudança da estratégia em relação à evolução do mercado de trabalho nos Estados Unidos
25 Ago 2025 - 10:53
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Jerome Powell, presidente da FED | Foto: FED
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Jerome Powell, presidente da FED | Foto: FED
As principais corretoras, incluindo Barclays, BNP Paribas e Deutsche Bank, esperam um corte de 25 pontos-base na taxa de juro da Reserva Federal norte-americana (Fed) em setembro, na sequência dos sinais dados pelo presidente daquela instituição, Jerome Powell, em Jackson Hole, relativamente aos riscos crescentes no mercado laboral, adianta a agência Reuters. O discurso de Powell indicou uma alteração na função de reação do Fed, com maior ênfase agora colocada nos riscos do mercado laboral.
A corretora Barclays antecipou o corte na taxa de referência, que anteriormente esperava para setembro de 2026, passando-o para setembro de 2025, afirmando que o discurso do presidente do Fed introduziu “uma inclinação para a flexibilização” da política monetária.
“Powell deixou claro que o Fed pretende aplicar um corte ‘de afinação fina’ em setembro, a menos que os dados indiquem o contrário”, escreveram os economistas do BNP, liderados por Calvin Tse. Esta posição inverte as recomendações de longa data do banco francês, que apontavam para que o Fed mantivesse as taxas inalteradas. Agora, o BNP antecipa cortes tanto em setembro como em dezembro.
Entretanto, tanto o Macquarie como o Deutsche Bank ajustaram também as suas previsões para setembro e dezembro, passando a antecipar um corte de 25 pontos-base em cada um desses meses.
O Bank of America, que não prevê cortes nas taxas este ano, afirmou que “a não ser que ocorra uma deterioração adicional do mercado laboral, consideramos que o Fed correria o risco de cometer um erro de política se decidisse cortar as taxas”, apontando sinais de recuperação da atividade económica e pressões inflacionistas persistentes.
O Morgan Stanley também não espera um corte em setembro para já, mas sublinhou que tal medida se tornaria provável se os dados sobre o mercado laboral e a inflação confirmarem um abrandamento adicional.
O Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC), responsável pela definição das taxas de juro, tem uma nova reunião agendada para os dias 16 e 17 de setembro.
Entretanto, o Goldman Sachs e o J.P. Morgan reafirmaram as suas expectativas de um corte em setembro, alinhando-se com a perspectiva mais ampla do mercado de que sinais de abrandamento podem justificar um afrouxamento da política monetária.
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