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“Corte jumbo” substituído por descida cirúrgica
Jerome Powell afirma que a Reserva Federal enfrenta um desafio único, com o mercado de trabalho a arrefecer e a inflação a subir.
17 Set 2025 - 21:21
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Jerome Powell presidente da FED | Foto Wikimedia
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Jerome Powell presidente da FED | Foto Wikimedia
A Reserva Federal norte-americana cortou as taxas de juro de referência em 25 pontos base, para o intervalo entre 4% e 4,25%. O “corte jumbo” que alguns analistas esperavam — e que o presidente Trump desejava — não aconteceu, tendo a descida sido mais cirúrgica face aos maus dados da criação de emprego.
Na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do comité de política monetária, Powell explicou a sua perplexidade: “Estamos numa fase única da história da Fed. Os nossos dois principais objetivos — maximização do emprego e estabilidade dos preços — estão sob pressão, uma situação inédita. Temos de analisar a distância a que estamos do nosso objetivo central e tomar decisões em conformidade.”
Powell afirmou que o mercado de trabalho norte-americano está a “arrefecer”, mas esse arrefecimento ainda não se refletiu na taxa de desemprego. A criação de menos postos de trabalho não tem que ver com a política de tarifas de Donald Trump, mas está relacionada com outra política do presidente norte-americano: as restrições às leis de imigração.
No caso das tarifas, estas terão um efeito na subida da inflação, mas Powell acredita que não será um efeito sistémico. Será um impacto pontual, que a economia acabará por absorver no médio/longo prazo.
Powell recusou-se a comentar o processo de demissão que Trump instaurou contra a governadora Lisa Cook e deu as boas-vindas ao mais recente membro do comité de governadores, Stephen Miran, escolhido pelo presidente norte-americano e que votou a favor de um corte das taxas de juro no valor de 50 pontos base.
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