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Crédito ao consumo aumenta em fevereiro para 769 milhões de euros

Mais de 79% do montante em novos contratos de crédito pessoal foi contratado junto de intermediários de crédito.

01 Abr 2026 - 15:03

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Foto: Adobe Stock/alexmak

Foto: Adobe Stock/alexmak

Os consumidores em Portugal contrataram, em fevereiro, 769,4 milhões de euros em crédito ao consumo, registando uma subida homóloga acumulada de 10,8%, enquanto o número de novos contratos recuou para 134.697, divulgou nesta quarta-feira o Banco de Portugal.

As informações divulgadas sobre a contratação de crédito ao consumo incluem crédito pessoal, crédito automóvel e crédito renovável, que abrange cartões de crédito, facilidades de descoberto e linhas de crédito.

No segundo mês do ano foram, assim, contratados 769,4 milhões de euros em 134.697 contratos de crédito ao consumo, o que representa um aumento de 21,2 milhões de euros face a janeiro, apesar de terem sido celebrados menos 3.432 contratos neste período.

Em fevereiro, o crédito renovável foi a categoria mais relevante em número de contratos, sendo responsável por 49,9% do total (67.204), mas representou apenas 14,2% do montante total, com 109,4 milhões de euros.

O montante de novos créditos apresentou uma taxa de variação homóloga do valor acumulado (TVHA) de 10,8%. De acordo com o supervisor, este indicador, que permite analisar o dinamismo da contratação de novo crédito, excluindo efeitos sazonais, subiu para 13,2% no crédito pessoal (mais 0,1 pontos percentuais) e para 3,3% no crédito renovável (2,9% em janeiro), tendo descido 0,2 pontos percentuais no crédito automóvel.

Na prática, isto significa que o montante de novos contratos celebrados nos 12 meses terminados no final daquele mês (de março de 2025 a fevereiro de 2026) foi 10,8% superior ao valor dos contratos celebrados nos 12 meses terminados em fevereiro de 2025.

No caso do crédito automóvel, foram celebrados 17.517 contratos, num montante de 284,7 milhões de euros, comparando com 16.901 contratos e 268,1 milhões de euros um ano antes.

No crédito pessoal, registou-se a contratação de mais 3.288 contratos em fevereiro deste ano face ao mesmo mês de 2025, enquanto o montante contratado aumentou 39,9 milhões de euros, para 353,4 milhões de euros.

Os dados incidiram também sobre o custo do crédito, calculado através da taxa anual de encargos efetiva global (TAEG), que inclui a taxa de juro contratualizada e outros encargos cobrados pela instituição de crédito, como comissões e impostos.

O crédito renovável apresenta o custo médio contratual mais elevado, com 18%, seguido do crédito pessoal (12%) e do crédito automóvel (10,4%).

O crédito automóvel é a categoria com o montante mediano mais elevado entre as novas contratações: em fevereiro, metade dos contratos teve um valor igual ou superior a 14.857 euros, face a 5.000 euros no crédito pessoal e 1.000 euros no crédito renovável.

A duração média dos contratos para aquisição de automóveis foi de 7,5 anos, sendo o prazo mais curto o dos carros novos (6,6 anos, face a 7,7 anos nos usados).

O Banco de Portugal assinala ainda que a taxa de utilização do crédito renovável, que estabelece um rácio entre o montante em dívida e o montante total contratado, se situava em 26,8% em fevereiro de 2026.

No final de fevereiro, existiam 6,4 milhões de contratos em vigor, num montante total de 24.262 milhões de euros.

A maioria dos contratos dizia respeito ao crédito renovável (3,8 milhões de contratos e 4.116 milhões de euros), enquanto o crédito automóvel representava a maior fatia do montante (10.622 milhões de euros) e o crédito pessoal apresentava um saldo em dívida de 9.523 milhões de euros.

Em fevereiro, 79,7% do montante dos novos contratos de crédito pessoal foi contratado junto de intermediários de crédito, enquanto, no crédito renovável, estes agentes foram responsáveis por 45,8%.

Agência Lusa
Editado por Jornal PT50

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