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DBRS acredita que resultados “sólidos” de 2025 garantem tranquilidade à banca portuguesa em 2026
Agência de rating diz que a rentabilidade das instituições nacionais continuará forte, beneficiando de uma possível subida das taxas de juro
16 Mar 2026 - 11:24
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Os grandes bancos portugueses “apresentaram resultados sólidos no ano fiscal de 2025”, o que ajudará a atravessar a incerteza geopolítica e macroeconómica que se espera para este ano, salientou a DBRS numa análise divulgada hoje.
No ano passado, a rentabilidade dos bancos “beneficiou de libertações significativas de provisões gerais, que ajudaram a compensar a queda na receita líquida de juros, impulsionada principalmente por taxas de juro mais baixas”, lê-se na análise da agência de notação financeira, que acrescenta que a qualidade dos ativos continuou a melhorar e que a capitalização se manteve sólida.
Para este ano, a DBRS antecipa que os bancos “continuem bem posicionados para apresentar uma forte rentabilidade, apoiados pelo crescimento contínuo do crédito e por uma Euribor estável ou ligeiramente mais elevada”, ainda que admita que os rácios de capital “diminuam modestamente face aos níveis atualmente elevados, devido ao crescimento contínuo dos negócios e à distribuição de dividendos aos acionistas”.
Além disso, “possíveis perturbações nos mercados globais de energia decorrentes do conflito no Médio Oriente podem ter impacto na inflação e no crescimento, afetando potencialmente a qualidade do crédito e a procura por empréstimos, dependendo da duração e da gravidade do conflito”, alertou a agência.
Ainda assim, os bancos entram em 2026 com “reservas sólidas que ajudam a mitigar a elevada incerteza geopolítica e macroeconómica”.
Os cinco principais bancos a operar em Portugal registaram lucros agregados superiores a cinco mil milhões de euros em 2025, ano em que CGD, BCP e Novo Banco alcançaram os maiores resultados das suas histórias.
Segundo contas da Lusa, no total, os cinco maiores bancos — que representam mais de 80% do sistema bancário — registaram em 2025 lucros totais de 5.226,5 milhões de euros, mais 5,9% do que em 2024.
Confirma-se, assim, que 2025 foi, até agora, o ano de maior lucro agregado dos principais bancos. O aumento dos lucros foi impulsionado sobretudo pelos resultados da Caixa Geral de Depósitos, mas também pelo BCP e pelo Novo Banco, que registaram no ano passado os maiores lucros de sempre.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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