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DBRS projeta lucros recorde para a banca espanhola

Oito principais grupos financeiros tiveram resultados líquidos de 9,9 mil milhões de euros nos primeiros seis meses de 2025.

12 Ago 2025 - 10:26

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Foto: Santander

Foto: Santander

A rendibilidade dos oito principais bancos espanhóis continua a aumentar, com mais um trimestre de resultados sólidos a apontar para mais um ano de lucros elevados, refere uma nota da agência de notação financeira DBRS divulgada nesta terça-feira. A rentabilidade geral foi sustentada pelo crescimento robusto do volume de empréstimos, pelo aumento das margens líquidas e por um custo de risco contido, em virtude de uma economia espanhola forte e resiliente, apesar da atual situação geopolítica e da incerteza relacionada com as tensões comerciais globais.

Com base nos resultados do primeiro semestre de 2025, a DBRS antecipa um ano sólido, uma vez que a pressão sobre a margem financeira (NII), decorrente das taxas de juro mais baixas, foi parcialmente compensada pelo forte crescimento do crédito, bem como por maiores receitas de operações com títulos. Além disso, a pressão sobre as margens deverá abrandar à medida que as taxas de juro estabilizarem.

Aquela agência prevê que a economia espanhola se mantenha entre as de melhor desempenho na União Europeia (UE), sendo menos vulnerável às tarifas norte-americanas sobre bens, devido à maior proporção das exportações do setor dos serviços.

Nos primeiros seis meses do ano, os oito principais grupos bancários espanhóis (Santander, BBVA, Caixabank, Bankinter, Kutxabank, Sabadell, Abanca e Cajamar) registaram um resultado líquido agregado de 9,9 mil milhões de euros, um aumento de 18,3% face ao ano anterior.

No segundo trimestre de 2025, os bancos reportaram um resultado líquido agregado de 4,9 mil milhões de euros, uma queda de 1,3% face ao trimestre anterior, com alguns sinais de estabilização da margem financeira. Calcula-se que o ROE agregado se tenha mantido praticamente estável, em 18,2% no primeiro semestre de 2025, em comparação com 18,0% no mesmo período de 2024.

No primeiro semestre de 2025, a margem financeira agregada caiu 3,1% face ao período homólogo, pressionada por taxas de juro mais baixas. No entanto, o forte crescimento dos empréstimos — um aumento de 5,4% em termos homólogos e de 2,9% em relação ao trimestre anterior, em todos os segmentos —, juntamente com bases de depósitos mais elevadas, custos de financiamento mais baixos e maiores receitas das carteiras de títulos, atenuaram parcialmente a pressão sobre a margem. Para o restante de 2025, espera-se que essa pressão diminua, à medida que o volume de empréstimos continue a crescer e os depósitos sejam reajustados a rendimentos mais baixos.

De facto, no segundo trimestre de 2025, a margem financeira agregada manteve-se praticamente estável face ao trimestre anterior, com o Bankinter, o Santander e o BBVA a registarem margens mais elevadas, enquanto o Caixabank e o Sabadell mantiveram margens estáveis.

As despesas operacionais agregadas aumentaram 3% em termos homólogos, impulsionadas pelo acréscimo dos custos com pessoal no início do ano. Ainda assim, as despesas operacionais diminuíram 1% face ao trimestre anterior. Apesar do aumento homólogo, os bancos mantiveram um elevado nível de eficiência, com um rácio de eficiência agregado de 38% no primeiro semestre de 2025.

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