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Economia portuguesa financiou exterior em 2,7% do PIB em 2025
Particulares continuaram a ter a maior capacidade de financiamento correspondendo a 3,94% do Produto Interno Bruto
10 Abr 2026 - 13:05
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Foto: Banco de Portugal
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Foto: Banco de Portugal
A economia portuguesa financiou o exterior em 2,7% do PIB em 2025, uma redução de 0,6 pontos percentuais face àquela que tinha sido a maior capacidade de financiamento em quase três décadas, revelou nesta sexta-feira o Banco de Portugal.
De acordo com o banco central, os particulares, o setor financeiro e as administrações públicas registaram capacidades de financiamento de 3,9%, 1,1% e 0,8% do PIB, respetivamente.
Já as empresas não financeiras foram o único setor residente a apresentar necessidade de financiamento em 2025, no equivalente a 3,1% do PIB.
Em 2025, os particulares foram o setor com maior capacidade de financiamento, com 3,94% do PIB, tendo financiado todos os restantes setores, destacando-se o resto do mundo (1,3%) e o setor financeiro (1%).
Para o setor financeiro, contribui o investimento em unidades de participação emitidas por fundos de investimento não residentes (0,7%), enquanto junto do setor financeiro o acréscimo dos empréstimos obtidos (4,1% do PIB) foi compensado pelo aumento dos depósitos (2,6% do PIB) e do investimento em regimes de seguros e em ações e outras participações (1,3% e 1,0% do PIB, respetivamente).
Também o setor financeiro financiou o exterior, na ordem de 5,2% do PIB, fruto, sobretudo, da compra de títulos de dívida estrangeiros (10,1% do PIB), compensados pelo aumento de depósitos de não residentes junto do setor (6,5% do PIB).
A redução de títulos de dívida pública em carteira das instituições financeiras, na ordem de 3% do PIB, contribuiu para que as administrações públicas financiassem o setor financeiro em 2,7% do PIB em 2025.
As empresas não financeiras residentes tiveram no exterior o principal financiador, na ordem de 2,8% do PIB.
“Destacou-se o investimento de não residentes em ações e outras participações de empresas não financeiras (2,9% do PIB), assim como em títulos de dívida emitidos por estas empresas (1,3% do PIB)”, refere o BdP, que acrescenta que estes efeitos foram parcialmente compensados pelo investimento das empresas em ações e outras participações de entidades não residentes (1,3% do PIB).
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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