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Exposição do setor segurador a riscos climáticos ultrapassa um bilião de euros em Portugal

Exposição a riscos climáticos associadas a apólices de incêndio e multirriscos cresceu 11,7% em 2024 diz a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF)

02 Fev 2026 - 17:27

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Foto: Pixabay

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A exposição do setor segurador a riscos climáticos, associada às apólices de incêndio e multirriscos, cresceu 11,7% para 1,010 biliões de euros em 2024, segundo a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF).

O segmento da habitação e da cobertura de edifícios é aquele em que a exposição das empresas de seguros é mais elevada em Portugal, ascendendo a 716,7 mil milhões de euros, seguido pelos do comércio e serviços e da indústria, de acordo com o relatório anual de exposição ao risco climático divulgado pela ASF nesta segunda-feira.

Por classe de risco, a análise da entidade reguladora indica que a maioria do capital seguro encontra-se em zonas de “perigosidade nula ou muito baixa” quanto ao risco de incêndio rural.

“Contudo, persistem concentrações relevantes de risco médio, alto e muito alto nos territórios do interior e centro do país, onde a perigosidade estrutural é superior”, salienta o relatório.

Para o risco de inundação, a maioria do capital seguro situa-se em zonas de risco “globalmente moderado”.

Nas conclusões, o relatório da ASF assinala que “uma parte substancial dos agentes económicos não dispõe de proteção seguradora face a riscos climáticos físicos”.

Recomenda, por isso, o desenvolvimento de “mecanismos de resiliência partilhada” para reduzir as lacunas das coberturas das apólices de seguro e reforçar a capacidade de resposta a “perdas excecionais” por parte das famílias, empresas e do próprio setor segurador.

“É relevante promover mecanismos de resiliência partilhada, envolvendo os diversos ‘stakeholders’ e o Estado, para facilitar a mutualização do risco e reforçar a proteção financeira da sociedade”, escreve o presidente da ASF, Gabriel Bernardino, na mensagem de abertura do relatório.

Quanto à exposição dos fundos de pensões a riscos climáticos, por via das suas carteiras de investimentos, a análise da entidade reguladora destaca “uma melhoria anual” nas posições de dívida soberana e nos títulos de dívida privada, a par de “alguma vulnerabilidade” nas posições acionistas.

O documento sublinha ainda “a importância crescente da resiliência financeira e estrutural do país”, numa altura em que Portugal enfrenta as consequências da tempestade Kristin.

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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