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Exposição dos bancos portugueses ao exterior no final de 2025 ascendeu a 144,2 mil milhões
Em comparação com 2024, a exposição dos bancos portugueses aumentou 17,6 mil milhões de euros. O país que concentra mais exposição é a Polónia.
08 Abr 2026 - 11:39
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Os bancos portugueses tinham, no final de 2025, uma exposição ao exterior que totalizava 144,2 mil milhões de euros. Este valor está 17,6 mil milhões acima do registado no período homólogo. Esta exposição é calculada com base nas posições de ativos financeiros – à exceção de derivados financeiros – detidos no âmbito da atividade internacional dos bancos sediados em Portugal, incluindo os das suas filiais e sucursais localizadas no exterior, segundo explica o Banco de Portugal (BdP).
Na ótica da última contraparte, a exposição da banca portuguesa atingiu 145,5 mil milhões, mais 17,4 mil milhões em termos homólogos. De acordo com a definição apresentada pelo banco central, em comunicado, entende-se por última contraparte “quando se considera o devedor de última instância, isto é, a entidade que assume a responsabilidade pelo cumprimento do contrato, caso o devedor imediato entre em incumprimento”.
O aumento total dos ativos entre o final de 2024 e o final de 2025 deu-se, sobretudo, nos ativos externos, em 14,4 mil milhões, informa o supervisor bancário, “refletindo um esforço da exposição a residentes em países distintos do país de localização das entidades reportantes”. Também os ativos locais subiram, em 3 mil milhões, sendo “particularmente justificados pela exposição a ativos externos de países da União Europeia”.
“A diferença entre a exposição imediata e a exposição de última instância resulta das transferências de risco entre o país e o exterior. No caso dos bancos portugueses, a exposição de última instância é superior à de contraparte imediata, o que significa que, em termos líquidos, cerca de 1,3 mil milhões de euros de exposição se encontravam efetivamente localizados no resto do mundo e não em Portugal”, adianta o BdP.
De acordo com os dados apresentados nesta quarta-feira, os países perante os quais Portugal apresenta maior exposição, na ótica da última contraparte, são a Polónia, com 34 mil milhões, Espanha, com 19,1 mil milhões, e França, com 14,6 mil milhões. Seguem-se ainda a Alemanha, com 9,3 mil milhões, e Itália, com 8,7 mil milhões. Estas cinco geografias concentram 58,9% do total da exposição ao exterior na ótica considerada.
O BdP revela ainda que a transferência de risco líquida em 2025 foi “particularmente acentuada” para a Irlanda, Luxemburgo e Alemanha. Isto significa que “estes países assumiram maior risco numa ótica de última instância”. No sentido oposto, Angola, Moçambique e Cabo Verde transferiram o risco líquido para outros países.
Analisando por setores, é possível averiguar que a exposição ao setor público cresceu 11,4 mil milhões em 2025, passando a representar 55,3% da exposição da banca portuguesa ao exterior na ótica da contraparte – definida por “quando se considera a contraparte com quem o banco celebrou o contrato e que tem, em primeira instância, a responsabilidade pelo seu cumprimento – face a 53,9% em 2024. Já a exposição ao setor privado não bancário e à banca aumentou 2,4 mil milhões e 3,6 mil milhões, respetivamente.
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