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‘Fintech’ mais valiosa da América Latina nubank é uma das interessadas no banco brasileiro da CGD
Atualmente, o nubank opera como instituição de pagamentos no Brasil e o seu CEO já admitiu a possibilidade de adquirir outro banco, de forma a acelerar o processo de obter a licença bancária.
26 Mar 2026 - 07:26
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Foto: nubank
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Foto: nubank
A venda do Banco Caixa Geral – Brasil está finalmente a seguir em frente. Depois de, na semana passada, o Conselho de Ministros ter dado luz verde à passagem à fase seguinte, foi publicada, nesta quarta-feira, em Diário da República, a lista das quatro empresas que mostraram interesse e devem ser convidadas a apresentar propostas dentro de três meses.
Entre as entidades interessadas está a Nu Financeira S.A. Esta empresa opera no mercado brasileiro e é uma subsidiária da Nu Holdings, empresa listada na Bolsa de Nova Iorque e que detém o nubank, um banco digital originário do Brasil.
O nubank, por sua vez, é a ‘fintech’ mais valiosa da América Latina. Em fevereiro, a Nu Holdings atingiu uma capitalização de mercado recorde que rondou os 77 mil milhões de euros. Entretanto, o valor das ações baixou, com o valor atual a estar próximo de 60 mil milhões. A empresa está na Bolsa de Nova Iorque desde 2021.
O interesse no Banco Caixa Geral – Brasil não é aleatório. O cofundador e CEO do nubank, David Vélez, admitiu, em dezembro, numa entrevista à CNN Brasil, que o banco poderia fazer uma aquisição, de forma a obter uma licença bancária no país, tal como o Banco Central do Brasil lhe tem exigido. De momento, opera como instituição de pagamentos.
A saída da CGD do Brasil “insere-se na estratégia de reestruturação e focalização” do banco, “permitindo otimizar a sua presença internacional e concentrar recursos no apoio à economia nacional”, segundo descreveu o Governo português. Recorde-se que a Caixa tem vindo a alienar várias posições que considerava não serem ‘core’, como foi o caso da posição na Águas de Portugal e também no Banco Comercial do Atlântico, em Cabo Verde.
O nubank já soma mais de 120 milhões de clientes nos seus três mercados – Brasil, México e Colômbia – e a expansão não dá sinais de abrandar. Em entrevista recente ao Financial Times, Vélez reiterou a ambição de passar “de um banco brasileiro para uma empresa tecnológica global que, por acaso, opera nos serviços financeiros”. “Haverá países além das Américas nos próximos 12 a 24 meses”, anunciou.
A empresa candidatou-se a uma licença bancária nos EUA no início de 2026. Anunciou ainda que teve uma aprovação condicional para a nova instituição e que pretende capitalizar a mesma ao longo do próximo ano, ambicionando um lançamento no prazo de 18 meses.
Revolut explora e cresce nos mesmos mercados
Coincidentemente, uma outra ‘fintech’ destaca-se na região. A Revolut tem também acelerado o seu crescimento na América Latina nos últimos meses, com uma lista já de cinco países onde marca, ou vai marcar, presença.
Em junho passado, o banco digital britânico anunciou a compra do Cetelem Argentina, o banco local do BNP Paribas. Em outubro, conseguiu licença para constituir um banco na Colômbia e, em novembro, iniciou a fase de testes no México, tendo lançado oficialmente as operações neste país em janeiro de 2026. Neste mesmo mês, candidatou-se a uma licença bancária no Perú.
No Brasil, a Revolut está presente desde 2023 e espera conseguir crescer por influência da comunidade brasileira em Portugal, referiu o diretor de Crescimento para o Sul da Europa, Ignacio Zunzunegui, em outubro passado.
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