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François‑Louis Michaud é o novo presidente da Autoridade Bancária Europeia

Parlamento Europeu aprova com 536 votos a favor, 50 contra e 29 abstenções o sucessor de Juan Manuel Campa

10 Mar 2026 - 15:46

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François-Louis Michaud é o novo presidente da Autoridade Bancária Europeia/Foto: Linkedin

François-Louis Michaud é o novo presidente da Autoridade Bancária Europeia/Foto: Linkedin

O Parlamento Europeu aprovou, nesta terça-feira, o nome do francês François‑Louis Michaud para suceder ao espanhol Juan Manuel Campa na liderança da Autoridade Bancária Europeia (EBA). Michaud, que já era Diretor‑Executivo da EBA, recebeu 536 votos a favor e 50 contra, existindo ainda 29 abstenções dos eurodeputados.

No início do mês passado, François‑Louis Michaud proferiu um discurso sobre a “Eficiência na regulação e supervisão bancária – a missão da EBA”, que é praticamente um programa de governo do novo presidente da EBA. Nele, Michaud traçou um retrato da banca europeia no início de 2026: “O setor bancário europeu entrou em 2026 com alto capital, liquidez abundante e rentabilidade sólida: o core equity tier 1 dos bancos da UE está acima de 16%, enquanto há dez anos era de 13% (e a qualidade do capital é melhor); a rentabilidade melhorou, com retornos sobre o capital próprio próximos de 11% em média, comparado com menos de 7% há dez anos; os créditos não produtivos diminuíram, de 5% para 1,6%.”

O agora presidente referiu ainda os resultados dos testes de stress realizados pela EBA em 2025, que “confirmaram a resiliência dos bancos da UE: mesmo sob um cenário muito adverso, a sua relação agregada CET1 permaneceria acima de 12%. Isto demonstra que eles podem absorver choques severos e continuar a conceder crédito à economia real”.

Antes mesmo do conflito no Médio Oriente, Michaud falava numa “longa lista de ameaças: tensões geopolíticas, transições ambientais e demográficas, níveis elevados de dívida pública… A própria indústria financeira enfrenta uma transformação profunda, à medida que a digitalização altera a forma como conduz os seus negócios e reduz as barreiras de entrada para novos tipos de serviços bancários. Por último, mas não menos importante, os intermediários financeiros não bancários desempenham agora um papel relevante no financiamento das nossas economias”.

Para o recém-eleito presidente da EBA, mais além, num mundo em mudança, as autoridades precisam de analisar seriamente o quadro regulatório e de supervisão atual para as atividades financeiras. É necessário perguntar-se se algumas das nossas regras e práticas ainda são totalmente justificadas e adequadas, e se outras poderão ser necessárias para enfrentar os novos riscos”.

“Na EBA, estamos totalmente empenhados no debate sobre simplificação e eficiência. Para ser claro, a simplificação consiste em eliminar camadas supérfluas de burocracia e encontrar formas de reduzir o fardo excessivo para a indústria. Trata-se de melhor regulação, e não de desregulação. A simplificação exige atenção à proporcionalidade, ou seja, adaptar as regras às diferenças relevantes em riscos, modelos de negócio, geografias, dimensão das instituições e mercados, e combater a tentação do ‘tamanho único serve para todos’”, acrescentou.

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