3 min leitura
François-Louis Michaud: «O investimento dos bancos da UE em tecnologia está atrasado face ao de outros concorrentes»
Presidente da Autoridade Bancária Europeia diz que a participação da banca europeia nos ativos dos 50 maiores bancos mundiais, por dimensão, caiu de cerca de 35% em 2011 para pouco mais de 20%
29 Set 2026 - 20:21
3 min leitura
Francois Louis Michaud director executivo do eba | Foto EBA
Mais recentes
- Sindicatos da banca da UGT juntam-se ao SNQTB e convocam greve para 30 de novembro
- Euribor sobe a 6 e 12 meses para novo máximo desde setembro de 2024
- Barclays adia medidas mais restritivas de retorno ao escritório
- Incumprimento dos brasileiros chega aos 5% em agosto
- Espanha lança versão «envergonhada» da Conta Poupança Investimento
- Álvaro Alberdi nomeado diretor de Business Growth da Revolut Business para o Sul da Europa e América Latina
Francois Louis Michaud director executivo do eba | Foto EBA
«Precisamos urgentemente de alcançar um verdadeiro Mercado Único da banca, sobretudo numa altura em que a tecnologia e a entrada de novos operadores estão a elevar a fasquia em termos da escala e do investimento em tecnologias da informação e comunicação (TIC) de que os bancos necessitam para se manterem competitivos», defendeu esta semana o presidente da Autoridade Bancária Europeia (EBA) perante a Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu.
François-Louis Michaud disse que «o investimento dos bancos da União Europeia (UE) em tecnologia está atrasado face ao de outros concorrentes» e que «através do DORA (o regulamento europeu que estabelece um quadro comum para garantir a resiliência operacional digital do setor financeiro) reforçámos a nossa resiliência operacional. Daqui para a frente, a UE precisa de desenvolver a sua própria capacidade em matéria de inteligência artificial, o que exigirá investimentos substanciais».
«Os bancos da UE continuam a ser importantes intervenientes no panorama mundial. No entanto, a sua participação nos ativos dos 50 maiores bancos mundiais, por dimensão, caiu de cerca de 35% em 2011 para pouco mais de 20%», referiu Michaud.
O presidente da EBA acrescentou que, «voltando ao Mercado Único, os bancos de países terceiros representam mais de 10% dos ativos bancários da UE, uma tendência que tem vindo a aumentar nos últimos anos».
«Os bancos da UE têm vindo a perder terreno para os operadores dos EUA e do Reino Unido em alguns segmentos, sobretudo nas atividades de banca de investimento e relacionadas com os mercados de capitais», afirmou Michaud, acrescentando que «os nossos bancos estão cada vez mais expostos a intermediários financeiros não bancários, que estão predominantemente ligados a jurisdições estrangeiras».
François-Louis Michaud saudou o relatório da Comissão Europeia sobre a competitividade bancária. «A direção é clara: os bancos da UE precisam de ganhar escala, o nosso quadro prudencial precisa de ser simplificado e a nossa estrutura institucional precisa de uma maior integração», afirmou.
«A EBA tem estado na linha da frente deste debate. Em outubro do ano passado, o nosso Grupo de Trabalho sobre Eficiência publicou um conjunto de 21 recomendações destinadas a melhorar o quadro prudencial. Desde outubro, temos trabalhado intensamente na sua implementação. Atualmente, já demos resposta a 10 dessas 21 recomendações», acrescentou.
E deu alguns exemplos: «um caso mais recente deste trabalho em matéria de eficiência são as nossas propostas para reduzir os requisitos de reporte. Temos estado a realizar uma consulta pública sobre planos para reduzir até 50% os encargos associados ao reporte, de forma a não prejudicar a supervisão».
«Em junho, publicámos um relatório abrangente sobre a estrutura de capital. Os nossos especialistas analisaram a sobreposição de reservas de capital e de requisitos aplicáveis aos bancos, e o nosso Conselho de Supervisores adotou um conjunto de recomendações para a simplificar», afirmou o presidente da EBA, referindo que «este é o tipo de medida relativamente simples que pode produzir resultados concretos em termos de simplificação».
Para o futuro, a EBA está a desenvolver a supervisão em novas áreas, utilizando soluções inovadoras, adiantou o responsável, exemplificando que a Autoridade «desenvolveu capacidade para assumir o papel de supervisor direto dos emitentes significativos de tokens referenciados a ativos (ART) e de tokens de moeda eletrónica (EMT), ao abrigo do MiCA».
Mais recentes
- François-Louis Michaud: «O investimento dos bancos da UE em tecnologia está atrasado face ao de outros concorrentes»
- Sindicatos da banca da UGT juntam-se ao SNQTB e convocam greve para 30 de novembro
- Euribor sobe a 6 e 12 meses para novo máximo desde setembro de 2024
- Barclays adia medidas mais restritivas de retorno ao escritório
- Incumprimento dos brasileiros chega aos 5% em agosto
- Espanha lança versão «envergonhada» da Conta Poupança Investimento