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EBA: “Os bancos europeus continuam a operar numa posição de força num contexto de grande incerteza”
Os bancos europeus "apresentam reservas sólidas de capital e liquidez, um crescimento contínuo do crédito e uma qualidade dos ativos sólida, o que se traduz numa elevada rentabilidade", indica a EBA.
27 Set 2026 - 08:45
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Os bancos europeus continuam a apresentar resiliência perante o atual panorama económico e geopolítico. Esta é a conclusão da Autoridade Bancária Europeia (EBA, na sigla inglesa), que reitera que “os bancos da UE/EEE continuam a operar numa posição de força num contexto de grande incerteza”.
A conclusão surge no painel de risco publicado na sexta-feira pela EBA, relativo ao segundo trimestre do ano. Segundo o comunicado do regulador, os bancos “apresentam reservas sólidas de capital e liquidez, um crescimento contínuo do crédito e uma qualidade dos ativos sólida, o que se traduz numa elevada rentabilidade”.
Apesar do desempenho positivo, a EBA alerta para “as tensões geopolíticas que se mantêm, os mercados financeiros em alta e as condições macroeconómicas difíceis”, que “exigem um acompanhamento atento”.
Neste sentido, o regulador bancário reitera que “as tensões geopolíticas se mantêm inalteradas, com um potencial impacto nas condições macroeconómicas”. “Prevê-se que as taxas de juro continuem a subir, o que pode apoiar a rentabilidade dos bancos, mas também fazer aumentar as suas despesas operacionais e os custos do risco de crédito”, acrescenta.
Paralelamente, “as avaliações dos ativos são também, de um modo geral, consideradas elevadas, especialmente no contexto do aumento da escala e da concentração da atividade de financiamento relacionada com a Inteligência Artificial”.
Segundo os dados do supervisor, a capitalização e os ‘buffers’ dos bancos continuam “fortes”, com o rácio CET1 das instituições de crédito a fixar-se em 16,1%, uma ligeira descida em relação aos 16,2% do trimestre anterior. Isto reflete um aumento nos ativos ponderados por risco, explica.
Contudo, a EBA assegura que existe uma margem de 430 pontos base em relação aos mínimos regulatórios, o que confere aos bancos uma “capacidade substancial de absorção de choques”.
Também a liquidez se mantém elevada, com o rácio de cobertura por liquidez a ascender a 158,5% e o NSFR a 125,7%. Ambos estes indicadores estão acima do mínimo exigido e apresentam estabilidade entre trimestres, informa. Os ativos de elevada liquidez dos bancos demonstram um aumento continuado nos títulos de dívida soberana, enquanto os balanços em dinheiro diminuem.
No geral, a qualidade dos ativos é boa, garante o regulador, realçando que o rácio de crédito NPL é de 1,8%. No entanto, atenta que a situação não é homogénea e difere entre setores, países e portfólios.
Também a rentabilidade da banca europeia apresenta valores sólidos, com o ROE a subir de 10,7% para 11,3% em termos homólogos. Este aumento deveu-se essencialmente à margem financeira, que aumentou devido ao crescimento do crédito e à maior margem de juros, justifica a EBA. Esta última subiu de 1,58% para 1,63% entre o segundo trimestre de 2025 e o mesmo período de 2026.
Ainda que com menos impacto, as receitas líquidas de comissões e também contribuíram para o crescimento do ROE.
Ao mesmo tempo, os bancos têm apresentado um controlo dos custos, com o rácio de eficiência a cair de 52,5% para 51,5% em termos anuais.
As condições de financiamento da banca continuam “favoráveis”, “apesar de curtos períodos de alta volatilidade do mercado”. Os depósitos cresceram 1,6%, maioritariamente devido às famílias, cujos depósitos aumentaram 2,3%.
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