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Governo dos Países Baixos reduz participação no ABN AMRO de 20,7% para 10,5%
Com esta redução da participação, o Estado neerlandês atualizou o acordo com o ABN AMRO, de forma a manter os direitos de informação.
07 Out 2026 - 10:21
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Foto ABN Amro
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O Governo dos Países Baixos vai reduzir a sua participação no ABN AMRO de 20,7% para 10,5% através de um plano de ‘trading’. Trata-se do quinto plano que o executivo põe em curso desde a entrada em bolsa do banco, em 2015.
Segundo explica o ABN AMRO, em comunicado, a participação da NLFI, veículo de investimento do governo que detém as ações estatais do banco, vai, em algum momento, ficar abaixo de 15%, ativando a necessidade de um novo acordo com a entidade pública sobre os direitos de informação específicos que esta tem. Segundo o banco, as partes concordaram em manter os mesmos direitos até que a participação fique abaixo de 10%.
Esta redução surge cerca de um ano após a última, quando caiu de perto de 30% para os atuais 20,7%. Antes disso, tinha baixado em maio de 2025, de 40,5% para cerca de 30%.
O plano vai ser executado através de vendas no mercado aberto e estará em curso até serem vendidos todos os certificados de depósito – os investidores compram estes certificados emitidos por uma fundação privada que tem as ações subjacentes e confere aos compradores, essencialmente, os mesmos direitos que aos acionistas ordinários, relembra a Reuters.
Este sistema foi introduzido quando o Estado neerlandês iniciou a privatização do ABN AMRO em 2015 e tem como propósito servir de mecanismo de defesa face a tentativas de aquisição hostis, segundo explica a Reuters. Este sistema permite à fundação referida restringir os direitos de voto em caso de uma oferta de aquisição.
À Reuters, a NLFI recusou comentar sobre futuras vendas para reduzir a participação ou sobre a venda a investidores privados diretamente.
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