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Governo não contabiliza dividendos da CGD para 2026
Depois de ter arrecadado 671,5 milhões de euros até junho de 2025, o executivo deixa em aberto, no Orçamento do Estado, quanto espera receber do banco público no próximo ano.
09 Out 2025 - 15:28
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Na proposta de Orçamento do Estado para 2026, o Governo deixa por definir o montante de dividendos que espera receber da Caixa Geral de Depósitos (CGD). No documento entregue esta quinta-feira no Parlamento, o executivo liderado por Luís Montenegro assinala que a distribuição de 850 milhões de euros em dividendos (671,5 milhões líquidos de impostos) eleva “para 3.350 milhões de euros o total de dividendos distribuídos pela CGD desde 2017”.
Para 2026, o documento refere apenas que o contributo da CGD “será a maior fatia dos 1.443,5 milhões de euros de rendimentos de propriedade”.
Recorde-se que, na apresentação dos resultados da CGD relativos ao segundo trimestre de 2025, o presidente do banco, Paulo Macedo, sublinhou que, contabilizando os impostos pagos em sede de IRC, “a CGD vai entregar 2,5 milhões de euros por dia ao Estado em impostos” durante o ano de 2025.
Já no que se refere ao Novo Banco o Orçamento inscreveu o pagamento de 20 milhões de euros a título de dividendos até junho de 2025. Trata-se de um valor definido antes da venda do banco aos franceses do BPCE que decorreu em junho de 2025.
No cenário macroeconómico traçado para 2026, o Governo PSD/CDS-PP prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 2% em 2025 e 2,3% em 2026. O executivo estima ainda alcançar excedentes orçamentais de 0,3% do PIB este ano e de 0,1% no próximo. Quanto ao rácio da dívida pública, projeta-se uma redução para 90,2% do PIB em 2025 e 87,8% em 2026.
A proposta orçamental será discutida e votada, na generalidade, entre 27 e 28 de outubro. A votação final global está agendada para 27 de novembro, após o debate na especialidade.
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