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Oferta limitada e forte procura mantêm preços na habitação elevados
Juan Garcia, da Fitch, não acredita numa inversão dos custos da habitação em Portugal e reitera a existência de dificuldades no acesso a habitação, principalmente devido à subida dos salários não acompanhar subida dos preços.
11 Mar 2026 - 12:01
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A Fitch não antecipa uma inversão na tendência de subida dos preços da habitação em Portugal, porque existe uma oferta limitada e a procura é forte, tanto por portugueses como estrangeiros. Juan Garcia, diretor sénior de Financiamento Estruturado e Ratings de Títulos da Fitch, afirmou nesta quarta-feira num ‘webinar’ sobre as perspetivas para Portugal não ver uma inversão dos preços da habitação “por causa da oferta limitada e porque a procura é forte por nacionais e também estrangeiros”, que podem ser europeus ou de outras partes do globo.
O analista salientou que continuam a existir dificuldades no acesso à habitação, nomeadamente porque o ritmo do aumento nominal nos preços é mais rápido do que a subida dos salários. Neste cenário, “não vemos uma inversão nos preços das casas no curto prazo”, estimou.
A Fitch foi também questionada sobre possíveis riscos para a banca derivados dos créditos à habitação, mas Julien Grandjean, diretor de Ratings Bancários, disse não ver desvios significativos. “O aumento nos preços é motivado pela procura alta e oferta limitada”, reiterou, acrescentando que o Banco de Portugal “tem requisitos muito apertados para os créditos que os bancos têm de cumprir”, pelo que “há outra camada de prudência”.
Além disso, nos créditos mais recentes tem-se verificado um aumento na taxa fixa e mista, o que traz mais estabilidade, notou o analista.
A Fitch prevê um aumento do preço nominal das casas de 15% em 2026, após um crescimento recorde dos preços em 2025, de 18%.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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