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Guterres acusa instituições que recuam nos compromissos climáticos de estarem “do lado errado da História”
Em Davos, o secretário-geral das Nações Unidas enfatizou que a transição para energias renováveis representa uma oportunidade económica significativa.
22 Jan 2025 - 15:30
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António Guterres, secretário-geral da ONU | Foto: FEM
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António Guterres, secretário-geral da ONU | Foto: FEM
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, acusou as instituições financeiras e indústrias que estão a recuar nos seus compromissos climáticos de estarem “do lado errado da História”.
No seu discurso em Davos, nesta quarta-feira, onde está a decorrer o encontro anual do Fórum Económico Mundial (FEM), Guterres frisou querer dizer “em alto e bom som” que se trata de uma “atitude míope e paradoxalmente egoísta e autodestrutiva”. Referiu que estas instituições “estão do lado errado da História, estão do lado errado da ciência e estão do lado errado dos consumidores que procuram mais sustentabilidade, não menos”.
O secretário-geral destacou que o uso de combustíveis fósseis é um “monstro de Frankenstein” que ameaça todos, e que o ano de 2024 foi o mais quente já registado, tendo provavelmente já ultrapassado 1,5 graus acima dos níveis pré-industriais.
Enfatizou ainda que a transição para energias renováveis representa uma oportunidade económica significativa e que o fim da era dos combustíveis fósseis é inevitável. “O aquecimento global está a avançar rapidamente, não podemos dar-nos ao luxo de recuar”, frisou.
Bancos abandonaram coligação climática
Recorde-se que, desde dezembro último, várias instituições financeiras norte-americanas abandonaram a Net Zero Banking Alliance (NZBA). O êxodo teve início com a saída do Goldman Sachs desta iniciativa setorial das Nações Unidas, e prosseguiu com a saída dos bancos Wells Fargo, Citigroup, Bank of America, Morgan Stanley e JPMorgan.
O abandono da NZBA por parte destes bancos coincide com posse de Donald Trump como presidente dos EUA, conhecido pela postura cética em relação às alterações climáticas e crítico de medidas ambientais que possam pôr em causa a economia, sobretudo os setores mais dependentes de combustíveis fósseis.
Uma das primeiras medidas tomadas por Trump foi, precisamente, a saída dos EUA do Acordo de Paris, o tratado internacional assinado em 2015 que vincula os signatários a reduzirem a emissão de gases com efeito de estufa (GEE) e a combaterem as alterações climáticas.
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