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JPMorgan quer expandir o seu banco digital para os maiores mercados europeus até 2030

O Chase foi lançado na Alemanha no mês passado, cinco anos após ter entrado no Reino Unido. França, Espanha e Itália estão agora na mira.

16 Jun 2026 - 10:39

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Foto: JPMorgan Londres

Foto: JPMorgan Londres

O JPMorgan planeia entrar nos maiores mercados europeus com o seu banco digital, Chase, até 2030. A notícia é avançada pelo Financial Times (FT), que cita fontes conhecedoras do assunto, e elenca França, Espanha e Itália como os próximos alvos do maior banco americano.

As fontes indicaram que ainda não há decisão sobre qual o próximo mercado a atacar. Uma das fontes familiarizada com os planos revela que o JPMorgan pretende aproveitar a sua marca já conhecida e consolidada para atrair mais clientes. “O Chase está a tentar encontrar um meio termo, onde pode ser um banco mais inovador e digital, mas, ao mesmo tempo, apoiar-se na marca do JPMorgan”, explicou.

Recorde-se que o Chase foi lançado oficialmente na Alemanha há menos de um mês, sendo a sua primeira expansão na Europa em cinco anos e a primeira de sempre na Europa continental. O banco digital foi lançado no Reino Unido em 2021.

No mercado britânico, o Chase já conta com mais de 3 milhões de clientes e cerca de 30 mil milhões de libras em depósitos, graças a juros competitivos nas poupanças e benefícios com ‘cashback’, sublinha o FT. O banco aposta também no marketing, tendo gastado um total de 233 milhões de libras nesta área em 2024 e 2025.

A mesma estratégia está a ser implementada na Alemanha, onde o banco se estreou com uma conta poupança que paga juros de 4% durante os primeiros quatro meses. De acordo com os dados do Banco de Portugal para abril, a taxa de juro média dos novos depósitos a prazo, na Alemanha, fixava-se em 1,99%, a nona mais alta da Zona Euro.

Também para efeitos de comparação, o produto digital de poupanças lançado pelo Goldman Sachs no Reino Unido, Marcus, tem apenas 1 milhão de clientes desde 2018.

O periódico britânico relembra que a regulação do país pode travar o crescimento do JPMorgan, pois as instituições que detêm mais de 35 mil milhões de libras em depósitos são obrigadas a separar o seu negócio de retalho do de banca de investimento.

O banco americano contratou recentemente Kunal Malani, antigo administrador do Monzo para liderar a ofensiva britânica. A expansão europeia sem si é coordenada por Mark O’Donovan, que está ao lemedo banco internacional de consumo do JPMorgan.

A instituição americana acredita que consegue ultrapassar os desafios regulatórios de uma Europa fragmentada e não repetir o tempo de espera de cinco anos entre o lançamento em dois mercados.

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