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Lloyds usa computação quântica contra crimes financeiros
Banco britânico constituiu equipa multidisciplinar para detetar transações ilícitas de capitais
07 Abr 2026 - 15:28
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Computação quântica/Foto: Freepick
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Computação quântica/Foto: Freepick
No centro do projeto está a crescente capacidade quântica interna do banco britânico Lloyds, incluindo um novo grupo de trabalho formado na instituição, composto por profissionais de diversas áreas com formação em física, matemática e ciência da computação.
Ao longo dos nove meses do projeto, esta equipa trabalhou em conjunto com especialistas em prevenção de crimes económicos do Lloyds e da IBM para explorar como a computação quântica poderia, no futuro, ajudar a desvendar padrões complexos de fraude que podem ser difíceis de detetar por computadores tradicionais.
A experiência testou múltiplos algoritmos quânticos para verificar se padrões de comportamento de “mulas de dinheiro” poderiam ser identificados. A equipa utilizou dados anonimizados num dos computadores quânticos de 156 qubits da IBM.
A solução identificou com sucesso uma “mula de dinheiro” real, que havia sido deliberadamente inserida nos dados para validar a abordagem, demonstrando como os desafios reais do crime financeiro poderiam ser enfrentados no futuro utilizando algoritmos executados em computadores quânticos.
Ron van Kemenade, diretor de operações do Lloyds Banking Group, comentou: “Os crimes financeiros estão a tornar-se mais complexos e mais orientados por redes, o que significa que precisamos continuar a expandir os limites da tecnologia para proteger os clientes. Embora a computação quântica ainda esteja em desenvolvimento, esta experiência permitiu-nos traduzir pesquisas em insights práticos, ao mesmo tempo que construímos uma forte comunidade interna de especialistas em computação quântica, que continuará a explorar futuros casos de uso e aplicações à medida que a tecnologia evolui.”
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