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Commerzbank rejeita que fusão com UniCredit traga resultados melhores do que os alcançados individualmente
O Commerzbank critica ainda a falta de coordenação prévia da parte do UniCredit, considerando que não é possível criar uma "confiança mútua" entre os bancos.
07 Abr 2026 - 15:09
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Foto: Commerzbank AG
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Foto: Commerzbank AG
O Commerzbank comentou oficialmente, nesta terça-feira, as últimas declarações do UniCredit sobre a possível fusão dos dois bancos, após a instituição alemã ter lançado uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) no passado dia 16 de março. A empresa alemã considera que “o potencial delineado pelo UniCredit não é baseado numa combinação das duas instituições e, portanto, pode ser alcançado pelo Commerzbank de forma independente, sem os significativos riscos de execução associados à transação”.
A empresa liderada por Bettina Orlopp reiterou que os fundamentos da transação apresentados pelo banco italiano “não demonstraram criação de valor suficiente para os acionistas do Commerzbank além da atual estratégia individual e o seu horizonte de planeamento”. Mais ainda, a empresa critica a falta de abertura do UniCredit para melhorar as condições do negócio, inicialmente avaliado em cerca de 35 mil milhões.
Contudo, o CEO do banco proponente, Andrea Orcel, já admitiu no passado a possibilidade de atualizar a oferta, ainda que não fosse a sua prioridade ou algo que ponderasse, de momento.
O UniCredit tem uma assembleia extraordinária de acionistas marcada para 4 de maio, para a qual convidou o Commerzbank, segundo revela a empresa.
O Commerzbank rejeita ainda as acusações do UniCredit de que a empresa não tem tido uma postura aberta e construtiva. “Nas últimas semanas, houve várias interações com o UniCredit – a última a ocorrer pouco antes das publicações referidas do UniCredit – de forma a explorar de maneira construtiva a base e os benefícios da OPA”, esclarece o banco em comunicado.
“Mais ainda, tem havido diálogo regular e transparente com o UniCredit enquanto acionista nos últimos 18 meses. Durante este tempo, contudo, o UniCredit não fez pedidos ou sugestões – em relação ao modelo de negócio do Commerzbank ou potenciais áreas de cooperação, por exemplo – nem avançou com potenciais fundamentos para uma transação”, argumenta ainda a instituição alemã.
Com base nestes factos, defende o Commerzbank, “uma solução acordada não é, de momento, evidente”. As ações e as comunicações do UniCredit até à data, critica ainda, “têm sido feitas repetidamente sem coordenação prévia”. “Esta abordagem torna difícil a construção de uma confiança mútua necessária para uma transação bem-sucedida”, considera.
Apesar das críticas, o banco alemão assegura que continua aberto a discussões e propostas que acrescentem valor para os seus acionistas.
O Commerzbank reitera que continua focado na sua estratégia e vai anunciar uma atualização da mesma e dos seus objetivos financeiros em maio, aquando da apresentação de resultados do primeiro trimestre.
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