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Maiores bancos franceses lucraram mais 12,6% em 2025

Crédit Agricole, BNP Paribas, Société Générale e BPCE tiveram, em 2025, receitas conjuntas de 143,7 mil milhões.

17 Fev 2026 - 16:49

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Foto: Unsplash

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Os quatro maiores bancos franceses – Crédit Agricole, BNP Paribas, Société Générale e BPCE – apresentaram, em 2025, um aumento de 12,6% do lucro, com especial destaque para o Société Générale, que viu o seu resultado líquido subir 55,6%. Contudo, registou-se também uma subida de 10% nas provisões, indicando uma deterioração dos ativos.

Estas instituições conseguiram, em geral, capitalizar de um mercado de ‘trading’ mais movimentado e, ao mesmo tempo, manter as despesas operacionais sob controlo, de acordo com uma análise da Morningstar DBRS. Note-se que todas as instituições esperam resultados ainda melhores em 2026.

Olhando para as receitas dos bancos referidos, é possível averiguar que estas aumentaram para 143,7 mil milhões no ano passado, mais 4,9% do que em 2024. O último trimestre do ano trouxe um maior impulso a este valor, tendo as receitas crescido 5,4% em comparação com o trimestre homólogo.

A área do retalho foi a que teve o melhor desempenho quando comparada com o ano anterior. As receitas deste segmento subiram 7,5%, seguidas de perto pelas da área dos seguros, que aumentaram 7%. Já o ‘corporate and investment banking’ (CIB) teve um incremento de 4,5%. O retalho francês representou 33% das receitas totais dos quatro bancos analisados, mais 1 ponto percentual (pp) do que em 2024.

O BPCE teve o maior crescimento ‘underlying’ das receitas, em 10,3%, com a divisão de retalho a destacar-se e a ser responsável por 60% dos rendimentos do banco. Excluindo o impacto de alienação de ativos, o Société Générale viu as suas receitas aumentar 6,8%. Já o BNP Paribas e o Crédit Agricole tiveram subidas de 5,1% e 4,9%, respetivamente.

O crescimento nas receitas do retalho francês refletem os menores custos de financiamento devido à queda das taxas de juro, justifica a DBRS. “Isto foi reforçado pelo facto de os empréstimos continuarem a ser reajustados para taxas mais altas e a produção de empréstimos ter aumentado”, aponta a agência de ‘rating’. O aumento das receitas no retalho foi de 3,3% para o BNP Paribas, 5,2% para o Crédit Agricole, 6,4% para o Société Générale e 13% para o BPCE – este último, recorda a DBRS, tem a maior exposição a depósitos regulados.

As receitas de CIB ascenderam a 29% do total, o mesmo que no ano anterior, e aumentaram 4,6%. O desempenho de ‘trading’ do BPCE foi o melhor, com um aumento de 15% dos resultados de ‘fixed income & currencies e 14% em ‘equities’. Já o Société Générale só conseguiu subir as receitas de ‘trading’ em 1,4%, com os resultados do último trimestre a baixarem face ao período homólogo devido a menos atividade dos clientes na Europa e na Ásia.

O Crédit Agricole não discrimina as receitas de ‘trading’, mas reportou mais 5% de rendimentos em mercados de capitais. O Société Générale teve mais 5,2% de receitas em financiamento e ‘advisory’ com “dinâmicas de crescimento fortes em mercados de dívida e de capitais”.

Ainda que não considere que os rendimentos de banca de investimento sejam comparáveis entre as instituições, por englobarem diferentes segmentos, a DBRS considera que foram positivos. O BNP Paribas teve menos receitas em banca global e o BPCE e o Crédit Agricole apresentaram incrementos de 4% e 2,5% respetivamente, na área de banca de investimento.

“Esperamos que o balanço do ‘trading’ continue em 2026. Mais negócios de fusões e aquisições vão apoiar receitas de ‘advisory’”, considera a DBRS.

A área de serviços financeiros especializados contou com um aumento “modesto” de 0,8%, maioritariamente impactado pelos preços de carros usados. Por outro lado, os seguros tiveram uma subida de 7%, impulsionada por mais entradas em produtos de poupança e maiores prémios para produtos de seguros. A gestão de ativos, por sua vez, teve maior atividade, mas as receitas mantiveram-se estáveis.

Custos controlados permitem aumentar eficiência

Em 2025, os bancos em questão tiveram um crescimento de 2,2% em despesas operacionais, que resultou numa melhoria do rácio de eficiência em 2 pp para 62%. O Société Générale foi banco que conseguiu uma redução mais acentuada deste indicador, tendo fechado 2025 com um rácio de eficiência de 64%, abaixo dos 69% registados em 2024.

O BPCE, por outro lado, foi a empresa com maior subida das despesas, em 5,5%. Ainda assim, o rácio de eficiência baixou 3 pp para 67%. O BNP Paribas conseguiu baixar 1 pp para 61% e o Crédit Agricole manteve-se estável em 60%.

As provisões de crédito cresceram 10% em 2025, segundo a DBRS, com o BPCE a registar o maior aumento, de 20%. O custo de risco médio subiu de 20 pontos base para 31 pontos base. À exceção do Société Générale, todos os bancos franceses reportaram deterioração da qualidade dos ativos.

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