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Lucro do Crédit Agricole cai 0,2% em 2025 para 7,07 mil milhões
Consolidação do Banco BPM nas contas do Crédit Agricole, devido ao aumento da posição acionista, teve um custo de 607 milhões, que fez lucro cair 39% no último trimestre.
04 Fev 2026 - 12:28
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Olivier Gavalda CEO do Crédit Agricole | Foto Crédit Agricole
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Olivier Gavalda CEO do Crédit Agricole | Foto Crédit Agricole
O banco francês Crédit Agricole registou no ano passado 7,07 mil milhões de euros de lucro, uma queda de 0,2% em relação a 2024, na qual pesou sobretudo o aumento da sua participação no italiano Banco BPM.
Os resultados anuais do banco, divulgados nesta quarta-feira, revelaram que, no conjunto do exercício de 2025, as receitas aumentaram 3,3% para 28,08 mil milhões de euros. Já as despesas do banco aumentaram 4,9% para 14,9 mil milhões. O rácio de eficiência do Crédit Agricole teve uma deterioração de 0,9 pontos percentuais, fixando-se em 54,8%.
No quarto trimestre, os lucros caíram 39,3% em relação ao mesmo período de 2024, para 1,03 mil milhões de euros, com um impacto negativo de 607 milhões devido à consolidação do Banco BPM. O CEO do Crédit Agricole, Olivier Gavalda, reiterou ainda a vontade de ter expressão na administração do banco italiano proporcional à sua posição no capital, que ronda os 20%. Recorde-se que o Crédit Agricole é o maior acionista do BPM e tem vindo a reforçar o seu peso no capital do banco. Os líderes de ambos os bancos já falaram positivamente no passado sobre uma fusão entre as entidades.
Ainda assim, o lucro por ação melhorou 3,4%, para 2,18 euros, e a entidade indicou que o resultado em 2025 confirmou a trajetória do seu plano estratégico Act 2028, prevendo propor à assembleia de acionistas a distribuição de um dividendo de 1,13 euros por ação, 3% a mais do que no ano passado.
LAA com Lusa
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