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Mais Sindicato ativa fundo para compensar sócios que adiram à greve de 30 de novembro

O Mais Sindicato, afeto à UGT, quer que os seus sócios não fiquem de fora da reivindicação sindical por razões económicas.

15 Out 2026 - 16:20

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Foto Pexels

dinheiro euro

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O Mais Sindicato, afeto à UGT, vai garantir a compensação pela perda de retribuição aos associados que aderirem à greve do setor bancário convocada para dia 30 de novembro, foi anunciado nesta quinta-feira. Em comunicado, o Mais Sindicato refere que vai acionar o fundo de greve para os sócios que façam greve no dia 30 de novembro.

“Estamos empenhados em garantir que os nossos sócios não deixem, por motivos económicos, de defender os seus direitos, aderindo à greve do setor, pelo que decidimos acionar o fundo de greve”, refere o documento. O Mais Sindicato acrescenta que os procedimentos para fazer o pedido de reembolso serão “divulgados em data mais próxima da greve”.

Na segunda-feira, também o Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) anunciou que iria “compensar, através do seu Fundo de Greve e nos termos do respetivo regulamento, a perda de retribuição comprovadamente sofrida pelos associados que adiram à greve do setor bancário convocada para 30 de novembro”. De acordo com o sindicato, a medida tem como objetivo a redução do “impacto financeiro da adesão à greve e reforçar as condições para que os bancários possam participar nesta jornada de luta”, salientou, na mesma nota.

Os três sindicatos da banca afetos à UGT – Mais Sindicato, Sindicato dos Trabalhadores do Setor Financeiro de Portugal (SBN) e Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Banca, Seguros e Tecnologias (SBC) – e o SNQTB convocaram uma greve setorial para 30 de novembro, face à insatisfação com o processo negocial. Além da greve setorial, os quatro sindicatos articularam a realização de ações de protesto conjuntas ao longo do mês.

Na ocasião, o SNQTB disse que o pré-aviso de greve surgiu “na sequência da manutenção da proposta de atualização de 2% para a tabela salarial, pensões de reforma e restantes cláusulas pecuniárias”, no contexto da revisão do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do setor para 2026.

Já os sindicatos afetos à UGT apontam que as instituições de crédito mantêm a posição “apesar dos resultados historicamente elevados, com lucros de muitos milhões de euros, da distribuição de dividendos exorbitantes aos acionistas e da atribuição de remunerações milionárias aos membros das administrações”.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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