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Sindicato dos bancários vai compensar perda de salário na greve de 30 de novembro
O SNQTB quer reduzir o impacto financeiro da perda salarial devido à greve, de forma a promover a adesão à paragem de 30 de novembro.
13 Out 2026 - 09:52
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O Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) vai garantir a compensação pela perda de retribuição aos associados que aderirem à greve convocada para 30 de novembro, de acordo com um comunicado. Assim, o SNQTB anuncia que “irá compensar, através do seu Fundo de Greve e nos termos do respetivo regulamento, a perda de retribuição comprovadamente sofrida pelos associados que adiram à greve do setor bancário convocada para 30 de novembro”.
De acordo com o sindicato, a medida tem como objetivo a redução do “impacto financeiro da adesão à greve e reforçar as condições para que os bancários possam participar nesta jornada de luta”, salientou, na mesma nota. Esta decisão surge num “contexto de contestação à proposta de atualização de apenas 2% para salários, pensões e demais cláusulas pecuniárias”, que o sindicato considera insuficientes face à evolução do custo de vida e à necessidade de recuperar o poder de compra.
Para a estrutura sindical, esta compensação da perda de retribuição “constitui uma medida concreta de apoio aos associados”, que lhes permite “exercer o direito à greve sem que o impacto financeiro de um dia de paralisação seja, por si só, um fator impeditivo da participação”.
O sindicato lembrou que a convocação da greve de 30 de novembro “resulta da insatisfação com a evolução do processo negocial e integra um esforço de convergência sindical, através da concertação de posições com outras estruturas representativas dos trabalhadores do setor”. Os sindicatos bancários afetos à UGT, Mais Sindicato, Sindicato dos Trabalhadores do Setor Financeiro de Portugal (SBN) e Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Banca, Seguros e Tecnologias (SBC) decidiram também convocar uma paralisação para o mesmo dia.
O SNQTB apelou ainda para a “participação dos bancários nas manifestações previstas para os dias 4, 11 e 25 de novembro e a uma adesão expressiva à greve de 30 de novembro”. “Não é aceitável que os trabalhadores e reformados bancários continuem a perder poder de compra enquanto o setor apresenta resultados significativos. A valorização dos bancários tem de passar das palavras aos atos”, afirmou, no comunicado.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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