3 min leitura
Metro quadrado com valor recorde de 2 060 euros em novembro
Subida de 35 euros face a outubro. Num ano, o valor mediano do m2 cresceu 18,4%, com a Península de Setúbal a valorizar-se 26,9%.
22 Dez 2025 - 11:53
3 min leitura
Foto: Adobe Stock/Kenishirotie
Mais recentes
- O que é — e o que não é — a tokenização de ativos
- BCE apresentou o roteiro Appia, a nova “autoestrada” para pagamentos tokenizados no sistema financeiro do futuro
- Francisca Guedes de Oliveira: “A supervisão não existe para travar a inovação ou limitar o desenvolvimento”
- Autoridade da Concorrência da Turquia investiga empresas de auditoria, incluindo as unidades locais das ‘big four’
- Pierrakakis escreve a António Costa: “Finanças digitais são fundamentais para a soberania económica da Europa”
- CTT sondam consultoras para explorar opções para o Banco CTT, incluindo a possibilidade de venda
Foto: Adobe Stock/Kenishirotie
O metro quadrado (m2) de referência para a avaliação bancária na concessão de crédito à habitação não para de subir. Segundo os valores divulgados nesta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em novembro o valor mediano de avaliação bancária, realizada no âmbito de pedidos de crédito para aquisição de habitação, fixou-se em 2 060 euros por metro quadrado (euros/m2), tendo aumentado 35 euros (1,7%) relativamente a outubro.
A subida do m2 ocorreu em todas as regiões do território nacional, tendo a Região Autónoma dos Açores apresentado o aumento mais expressivo face ao mês anterior (3,8%). Comparando com o período homólogo de 2024, o valor mediano das avaliações cresceu 18,4%, registando-se a variação mais acentuada na Península de Setúbal (26,9%).
Analisando o mercado de apartamentos, o valor mediano de avaliação bancária foi de 2 389 euros/m2, superior em 22,9% face a novembro de 2024. Os valores mais elevados foram observados na Grande Lisboa (3 143 euros/m2) e no Algarve (2 772 euros/m2), tendo o Centro e o Alentejo apresentado os valores mais baixos (1 532 euros/m2 e 1 543 euros/m2, respetivamente). A Península de Setúbal apresentou o crescimento homólogo mais expressivo (29,3%).
No segmento das moradias, o valor mediano da avaliação bancária foi de 1 500 euros/m2 em novembro de 2025, o que representa um acréscimo de 13,6% face ao mesmo mês do ano anterior. Os valores mais elevados observaram-se na Grande Lisboa (2 750 euros/m2) e no Algarve (2 563 euros/m2), registando o Centro e o Alentejo os valores mais baixos (1 109 euros/m2 e 1 183 euros/m2, respetivamente).
O Oeste e Vale do Tejo apresentou o crescimento homólogo mais elevado (21,2%). Comparativamente com o mês anterior, o valor de avaliação subiu 1,9%. O Alentejo foi a região com o crescimento mais elevado (3,2%), não se registando qualquer descida. O valor mediano das moradias T2 aumentou 33 euros, para 1 495 euros/m2; o das T3 subiu 22 euros, para 1 464 euros/m2; e o das T4 aumentou 17 euros, para 1 577 euros/m2. No seu conjunto, estas tipologias representaram 88,1% das avaliações de moradias realizadas no período em análise.
Segundo o INE, no apuramento do valor mediano de avaliação bancária de novembro de 2025 foram consideradas 36 282 avaliações (22 787 apartamentos e 13 495 moradias), menos 2,4% do que no período homólogo. Em comparação com o mês anterior, realizaram-se mais 2 397 avaliações bancárias, o que corresponde a um acréscimo de 7,1%.
Mais recentes
- O que é — e o que não é — a tokenização de ativos
- BCE apresentou o roteiro Appia, a nova “autoestrada” para pagamentos tokenizados no sistema financeiro do futuro
- Francisca Guedes de Oliveira: “A supervisão não existe para travar a inovação ou limitar o desenvolvimento”
- Autoridade da Concorrência da Turquia investiga empresas de auditoria, incluindo as unidades locais das ‘big four’
- Pierrakakis escreve a António Costa: “Finanças digitais são fundamentais para a soberania económica da Europa”
- CTT sondam consultoras para explorar opções para o Banco CTT, incluindo a possibilidade de venda