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Monte dei Paschi quase duplica ativos após aquisição do Mediobanca
O Monte dei Paschi conseguiu um lucro de 1,37 mil milhões até setembro. Mediobanca vai coordenar reporte de resultados com MPS a partir de dezembro.
07 Nov 2025 - 16:08
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O banco italiano Monte dei Paschi di Siena (MPS) anunciou, nesta sexta-feira, os seus resultados relativos ao terceiro trimestre, marcado pelo sucesso da Oferta Pública de Aquisição (OPA) do rival doméstico Mediobanca. O banco obteve um resultado de 1,37 mil milhões entre janeiro e setembro, uma redução de 12,7% face ao mesmo período de 2024.
Ainda que não conte para o lucro, o Mediobanca já aparece na folha de balanço do MPS, que totalizava, no final de setembro, ativos no valor de 238,1 mil milhões. Destes, 110,5 mil milhões são provenientes do Mediobanca. Assim, o MPS consegue aumentar os seus ativos totais em 90,1% com a OPA. Individualmente, o Monte dei Paschi viu os seus ativos subir 4,1% para 127,6 mil milhões.
Em termos de lucro, o Mediobanca teve um resultado líquido de 291,2 milhões no trimestre acabado em setembro, ficando 11,8% abaixo do período homólogo. Recorde-se que o ano fiscal desta instituição é de julho a junho, pelo que este foi o seu primeiro trimestre, ao contrário da maioria das restantes entidades bancárias. O Mediobanca indica no seu comunicado que, a partir de dezembro, o seu reporte financeiro estará em linha com o do MPS.
Já o Monte dei Paschi apresentou receitas totais de 3,05 mil milhões nos primeiros nove meses do ano, ficando apenas 0,5% acima do valor registado um ano antes. O aumento de 8,5% em comissões, para 1,19 mil milhões, e outras receitas bancárias em 35%, para 225,1 milhões, conseguiram compensar a queda de 7,4% da margem financeira, que se fixou em 1,64 mil milhões.
Em relação às despesas, o banco conseguiu uma gestão “rigorosa” de despesas na parte administrativa, onde caíram 4,3%. Por outro lado, os custos com pessoal aumentaram 4,6%. No total, o MPS gastou 1,41 mil milhões até setembro, um aumento de 1,4% face ao mesmo período de 2024. O rácio de eficiência do grupo baixou ligeiramente de 46,3% para 46,2%, entre o final de dezembro de 2024 e o final do terceiro trimestre.
Uma das maiores diferenças entre os primeiros nove meses de 2024 e os de 2025 diz respeito a uma diferença de benefícios fiscais que o banco teve de 470 milhões no ano passado.
A rentabilidade do MPS deteriorou-se, tendo o ROE caído de 18% para 15,4% entre o final de 2024 e setembro de 2025. Por sua vez, o banco conseguiu reduzir o rácio NPL de 3,8% para 3,2% no mesmo período.
Já o rácio CET1 fixou-se em 16,9%, o que fica abaixo dos 18,2% registados no final do ano passado. Este indicador inclui a contribuição do Mediobanca.
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