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MPS consegue atingir 86,3% do Mediobanca com reabertura da OPA
O MPS agora pode fundir os bancos sem oposição. Direção do Mediobanca demitiu-se em peso na semana passada, após o sucesso da OPA.
23 Set 2025 - 11:13
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A Oferta Pública de Aquisição (OPA) do Monte dei Paschi di Siena (MPS) sobre o Mediobanca encerrou de vez, com o período de reabertura da oferta findar nesta segunda-feira. Contas feitas, o proponente conseguiu atingir 86,3% das ações do rival, superando largamente os dois terços almejados. No período inicial da OPA, o banco tinha obtido 62,3%.
Com estes resultados, o MPS conseguiu ficar na posse de 702.142.480 ações do banco visado. Destas, 506.633.074 foram vendidas no período inicial da oferta, às quais se juntam 31 996 que o banco já detinha. No período de reabertura, foram 195.477.410 as ações vendidas, correspondentes a cerca de 24% do capital e 23,6% das ações sujeitas à OPA, segundo explica o MPS em comunicado.
A OPA agora terminada permite ao MPS concluir uma fusão entre os dois bancos sem oposição da parte do Mediobanca. Contudo, este resultado não implica a saída do Mediobanca da bolsa italiana. Estes resultados são provisórios e os finais serão conhecidos no dia 26, com o pagamento aos acionistas do Mediobanca agendado para dia 29.
A OPA do MPS sobre o Mediobanca foi apenas uma de várias que veio alterar o panorama bancário de Itália. Paralelamente, houve mais duas OPA que foram bem-sucedidas: a do Banco Ifis sobre o Illimity, que passou mais despercebida por se tratarem de bancos de pequena dimensão, e a do BPER sobre o BP Sondrio.
Entre as falhadas surgem a tentativa de compra do Banca Generali pelo Mediobanca, que foi chumbada pelos acionistas do banco e que fazia parte da estratégia do CEO, Alberto Nagel, para escapar ao MPS. A aquisição pelo MPS resultou na demissão em peso da direção do Mediobanca na semana passada.
A outra OPA que colapsou foi a do UniCredit sobre o Banco BPM, que o Governo de Itália decidiu autorizar, mas com várias condicionantes, o que levou, em última instância, o banco proponente a retirar a sua oferta, deixando a operação cair por terra.
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