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Parlamento suíço dá primeira luz verde a requisitos de capital que UBS considera excessivos
A câmara alta do parlamento aprovou a necessidade de reservas de 90% com capital CET1 para as subsidiárias estrangeiras do UBS.
23 Set 2026 - 10:53
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Foto UnsplashClaudio Schwarz
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A câmara alta do Parlamento suíço aprovou, nesta quarta-feira, a proposta legislativa que obriga o UBS a constituir reservas de 90% de capital CET1 das suas subsidiárias estrangeiras. O assunto segue agora para a câmara baixa, com uma decisão final prevista apenas perto do fim do ano, pelo menos.
A proposta aprovada corresponde a uma versão menos exigente das intenções originais do governo federal, que pretendia reservas de 100%. Esta medida, contudo, não conseguiu aprovação, recorda a Reuters.
Em cima da mesa estavam, assim, duas opções, tendo sido aprovada a que menos agradava ao UBS. A alternativa propunha reservas de 50% com capital CET1 e os restantes 50% com AT1. Esta segunda proposta conseguiu 16 votos, enquanto a primeira teve 29.
O CEO do UBS, Sergio Ermotti, em entrevista a um jornal suíço, referiu no início da semana que a hipótese de reservas de 50% com AT1 ia impactar o banco, mas era mais razoável. Já a ideia de capitalizar as subsidiárias a 90% com capital CET1 não era, no seu entender, um meio termo e não diferia muito dos 100% iniciais.
O líder do maior banco suíço reforçou a ideia de que estas exigências prejudicam a capacidade de competir do UBS. Em janeiro, a instituição argumentou que já tinha perdido perto de 32 mil milhões de euros devido à incerteza sobre as regras de capital.
Por outro lado, o governo federal, apoiado pelo banco central, mantêm a sua posição de que são necessárias regras mais apertadas, de forma a prevenir situações de falência que possam sair caras aos contribuintes.
Esta demanda do governo começou em 2023, quando o Credit Suisse faliu e teve de ser absorvido pelo UBS numa operação de emergência. A transação conteve efeitos mais nefastos na economia suíça, mas criou uma instituição bancária cuja folha de balanço supera a da própria economia do país. Isto, por sua vez, levou a uma outra preocupação do lado político: se o UBS cai, não há um banco maior na Suíça que o apanhe.
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