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Banco Nacional da Suíça reforça apoio a novas regras de capital para o UBS e adianta que banco até já as cumpre

O Banco Nacional da Suíça veio reforçar o apoio às medidas no seu relatório de estabilidade financeira. Regras de capital exigem cerca de mais 17 mil milhões em reservas ao UBS.

02 Jul 2026 - 17:13

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Foto: Banco Nacional da Suíça

Foto: Banco Nacional da Suíça

O Banco Nacional da Suíça veio reforçar o seu apoio às novas regras de requisitos de capital propostas pelo Governo e que têm colocado o executivo e o maior banco do país, o UBS, num braço de ferro que dura há mais de um ano. O banco central já tinha declarado o seu apoio no passado, mas reiterou o mesmo no relatório de estabilidade financeira de 2026, publicado nesta quinta-feira.

“A crise no Credit Suisse pôs em evidência as fragilidades do quadro regulamentar. A fim de colmatar essas fragilidades, o Conselho Federal propôs um pacote de medidas na área da prevenção e gestão de crises. O SNB apoia este pacote de medidas”, aponta.

Apesar da contestação do UBS sobre os novos requisitos de capital, que obrigam o banco a constituir reservas na casa-mãe para as posições em subsidiárias estrangeiras, o executivo pouco recuou na sua demanda. Há pouco mais de uma semana, a ministra das Finanças voltou a defender as novas regras.

O UBS alegou que estas normas vão baixar a competitividade da Suíça enquanto centro financeiro e argumentou, no passado, que a incerteza gerada por esta situação já tinha feito o banco perder cerca de 31 mil milhões de euros entre abril de 2024 e o final de 2025. De acordo com as normas ‘too big to fail’, que deram entrada para discussão no parlamento suíço, o Governo quer que o UBS constitua reservas que rondam os 17 mil milhões.

O Banco Nacional da Suíça, por sua vez, realça que o UBS já cumpre com os requisitos em questão. “No que diz respeito ao capital, o UBS excede os requisitos de capital integralmente aplicáveis ao abrigo da atual regulamentação «too big to fail», em vigor a partir de 2030. Estes requisitos refletem a crescente importância sistémica do banco, em resultado da sua aquisição do Credit Suisse”, sublinha.

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