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Powell sinaliza novas descidas nos juros
O presidente da Reserva Federal norte-americana (FED) afirma que o crescimento económico abrandou e que a inflação subiu no primeiro semestre
23 Set 2025 - 18:06
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Jerome Powell, presidente da FED | Foto: FED
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Jerome Powell, presidente da FED | Foto: FED
A intervenção de Jerome Powell nesta terça-feira na Câmara de Comércio de Greater Providence deixou sinais de que a FED poderá baixar novamente as taxas de juro na próxima reunião, marcada para 28 de outubro.
“O corte de 25 pontos-base nas taxas decidido na última reunião (17 de setembro), que colocou as taxas de juro no intervalo de 4% a 4,25%, deixa-nos bem preparados para tomar as medidas necessárias para estimular a economia”, referiu Powell.
O responsável reafirmou as preocupações com o mercado de trabalho, que criou apenas 29 mil novos empregos/mês “nos últimos três meses”, acrescentando que os riscos aumentaram ao nível da criação de novos empregos.
O crescimento económico abrandou, atingindo 1,5% no primeiro semestre, contra 2,5% no período homólogo. A inflação, por outro lado, subiu para 2,7%, face aos 2,3% registados em 2024.
Vários membros da FED alertaram na segunda-feira que o recente corte diminuiu a necessidade de maior flexibilização, mas o governador Stephen Miran (nomeado por Donald Trump) defendeu reduções mais agressivas.
“A FED pode estar atrasada no apoio ao mercado de trabalho e poderá precisar acelerar o ritmo dos cortes de juros se o consumo enfraquecer e as empresas começarem a demitir funcionários”, disse nesta terça-feira a vice-presidente de Supervisão da FED, Michelle Bowman, acrescentando: “É muito mais fácil apoiar o mercado de trabalho reduzindo a taxa de juro do que tentar estimular a criação de empregos depois de estes terem caído”.
Embora a taxa de desemprego de 4,3% esteja próxima das estimativas de pleno emprego, Bowman afirmou que a desaceleração nas contratações é tal que “é hora de a FED agir de forma decisiva e proativa para lidar com a diminuição do dinamismo do mercado de trabalho e os sinais emergentes de fragilidade”, defendendo cortes constantes nas taxas.
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