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Presidente da EBA frustrado com falta de fusões na banca europeia
José Manuel Campa é o segundo responsável de um regulador a manifestar o seu desgosto pela falta de concentração bancária na Europeia
25 Ago 2025 - 15:14
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José Manuel Campa, presidente da Autoridade Bancária Europeia | Foto: LinkedIn
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José Manuel Campa, presidente da Autoridade Bancária Europeia | Foto: LinkedIn
Depois do português Pedro Machado, membro do Conselho de Supervisão do Banco Central Europeu (BCE), ter aberto a porta a mais fusões bancárias no espaço europeu, é agora a vez do presidente da Autoridade Bancária Europeia (EBA), José Manuel Campa, confessar a sua desilusão. Em entrevista ao Politico, publicada nesta segunda-feira, Campa não esconde a sua frustração: “Sinto-me frustrado porque continuo a ver fusões nacionais com uma lógica nacional, não fusões do mercado único.”
Segundo o presidente da EBA, “gostaria de ver mais transações com uma natureza transfronteiriça na sua lógica económica”, mas que “não vemos em quantidade suficiente” atualmente.
A criação de grandes bancos pan-europeus é vista como fundamental para a construção de um sistema financeiro unificado da UE, aberto e profundo o suficiente para competir com instituições dos Estados Unidos. Contudo, as capitais nacionais têm repetidamente minado esse impulso.
Existem vários conflitos entre organismos da União Europeia (em particular a Comissão Europeia) e diversos países, que estão a colocar obstáculos ao desenvolvimento de fusões entre entidades nacionais. É o caso de Espanha, com os bancos BBVA e Sabadell, e de Itália, com a operação pública de aquisição falhada do UniCredit sobre o banco BPM, devido às exigências do governo italiano.
Há ainda outra OPA em curso em Itália, entre o banco Monte dei Paschi di Siena, que oferece 13,3 mil milhões de euros pelo Mediobanca, com desfecho previsto para o próximo dia 8 de setembro.
Recorde-se que, no início deste mês, Pedro Machado, membro do Conselho de Supervisão do BCE, deu uma entrevista em que afirmava que: “Mesmo no quadro atual, há margem para mais fusões e aquisições transfronteiriças, e os supervisores estão interessados em ver este movimento crescer.”
Aquele responsável acrescentou que: “O progresso adicional na união bancária tornará simplesmente estas operações mais naturais e menos expostas a riscos de fragmentação, o que, por sua vez, apoiará um setor bancário europeu mais resiliente e competitivo”.
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